Taxa de juro dos novos depósitos supera os 3% pela primeira vez em mais de 11 anos - TVI

Taxa de juro dos novos depósitos supera os 3% pela primeira vez em mais de 11 anos

  • ECO - Parceiro CNN Portugal
  • Luís Leitão
  • 1 fev, 12:20
Dinheiro (Pexels)

Portugal registou o segundo maior aumento das taxas de juro médias dos novos depósitos em 2023. No entanto, a taxa de remuneração dos depósitos das famílias permanece abaixo da média da Zona Euro

taxa de juro média dos novos depósitos a prazo de particulares aumentou 0,1 pontos percentuais entre novembro e dezembro, fixando-se nos 3,08% no último mês de 2023. É o valor mais elevados desde julho de 2012.

O Banco de Portugal revela também que a taxa de juro média dos novos depósitos a prazo de particulares aumentou 2,73 pontos percentuais entre dezembro de 2022 e dezembro de 2023, de 0,35% para 3,08%, e que “este é o maior aumento anual observado desde o início da série, em 2003”.

Além disso, o banco central salienta também que “Portugal registou o segundo maior aumento das taxas de juro médias dos novos depósitos a prazo de particulares do conjunto dos países da área do euro, atrás da Letónia”, entre 2022 e 2023.

Com este aumento, “Portugal passou da segunda posição mais baixa em dezembro de 2022, para a 13.ª posição em dezembro de 2023”, mas, ainda assim, “abaixo da taxa média de remuneração dos depósitos praticados na Zona Euro”, que se situa nos 3,29%.

Desagregando os depósitos por prazo, os dados do Banco de Portugal mostram que o maior aumento da remuneração média no último ano se observou para os novos depósitos com prazo até 1 ano: de 0,30% em dezembro de 2022 para 3,10% em dezembro de 2023.

“Estes depósitos, que representavam 89% dos novos depósitos em dezembro de 2022, ganharam relevância ao longo do segundo semestre de 2023, até atingirem 97% dos novos depósitos em dezembro desse ano”, lê-se no comunicado do Banco de Portugal.

Com uma dinâmica distinta tiveram os novos depósitos com prazo acordado superior a um ano. Apesar de terem registado um crescimento dos montantes aplicados pelas famílias na primeira metade do ano, “totalizando o máximo de 27% do total de novos depósitos em abril de 2023”, desde essa altura que perderam ânimo, chegando a dezembro com uma quota de mercado de apenas 3%.

Este comportamento deve-se, em grande medida, pela remuneração dos depósitos de curto prazo (até um ano) terem alcançado e superado a taxa de juro média dos depósitos com vencimentos a mais de um ano.

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