Apesar da escalada no conflito no Médio Oriente, Portugal ainda não agravou o nível de alerta de terrorismo, segundo adiantou à CNN Portugal a secretária-geral do Sistema de Segurança Interna (SSI).
“O grau de ameaça terrorista para Portugal mantém-se em Grau 3 – Significativo, com base na avaliação de ameaça da responsabilidade do Serviço de Informações de Segurança [SIS]”, garantiu a SSI, que depende diretamente do primeiro-ministro.
Ao todo, em Portugal há cinco graus de alerta, tendo subido de moderado (grau quatro) para significativo (grau 3) em 2023, depois do ataque terrorista do Hamas a Israel. O SSI justificou na altura este agravar do risco “por razões eminentemente preventivas e de cautela, acompanhando de igual modo os outros parceiros europeus”, onde alguns registaram “ações terroristas perpetradas por atores isolados radicalizados, de difícil deteção”. Segundo o SSI, naquela data “não se registavam quaisquer indícios” que apontassem “para o desenvolvimento de ações terroristas em território nacional”, mas decidiu-se na mesma aumentar o grau de risco.
É neste mesmo nível 3 que agora o alerta de terrorismo se mantém em Portugal, apesar de a situação estar a ser avaliada constantemente pelo Serviço de Informações de Segurança (SIS), que tem a competência para definir o grau de ameaça no país.
E a qualquer momento esse grau pode ser alterado. Como podem ser também aplicadas outras medidas de segurança. À CNN Portugal, o SSI, liderado por Patrícia Barão, garante que “continuará a assegurar a articulação regular com as principais autoridades de segurança, mantendo igualmente o acompanhamento atento da evolução do contexto internacional”.
Aliás, na terça-feira, realizou-se uma reunião do gabinete Coordenador de Segurança, um órgão do SSI que é presidido por Patrícia Barão, para “avaliar a evolução da situação no Médio Oriente e as suas potenciais repercussões na segurança interna, designadamente ao nível da proteção de infraestruturas críticas, do controlo de fronteiras e da salvaguarda dos espaços marítimo, aéreo e do ciberespaço”.