Dinheiro, TikTok e insultos: polémica ida à coroação de Carlos III leva ministro dos Negócios Estrangeiros da Papua-Nova Guiné a demitir-se - TVI

Dinheiro, TikTok e insultos: polémica ida à coroação de Carlos III leva ministro dos Negócios Estrangeiros da Papua-Nova Guiné a demitir-se

  • CNN Portugal
  • ARC
  • 13 mai 2023, 19:18
Justin Tkatchenko

Vídeos da filha de Justin Tkatchenko na coroação de Carlos III e custos da delegação de 30 pessoas causaram polémica no país e levaram à demissão do ministro

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O ministro dos Negócios Estrangeiros da Papua-Nova Guiné, Justin Tkatchenko, renunciou ao cargo esta sexta-feira. Na origem da decisão está a polémica em torno da viagem a Londres para a coroação do rei Carlos III, que aconteceu a 6 de maio.

A demissão de Tkatchenko foi anunciada depois de o ministro consultar o primeiro-ministro James Marape.

“Quero garantir que os eventos recentes não interfiram nas visitas oficiais e nas cimeiras que teremos com todos os líderes mundiais, nas próximas semanas. Também quero garantir que a verdade sobre este assunto seja esclarecida e que a desinformação e as mentiras sejam corrigidas”, afirmou Tkatchenko, citado pela CNN Internacional

No centro da controvérsia encontra-se o custo e o tamanho da delegação da Papua-Nova Guiné, país que pertence à Commonwealth e cujo chefe de estado é o rei de Inglaterra, que se deslocou a Londres para a coroação. De acordo com a Reuters, a delegação que viajou para terras inglesas era constituída por 30 membros, tendo os custos da viagem rondado um milhão de dólares, aproximadamente 914 mil euros. Entre os viajantes estavam Tkatchenko e a filha Savannah, que se tornou alvo de críticas, após partilhar vídeos a documentar toda a viagem na rede social TikTok. 

A raiva instalou-se entre os cidadãos, que exigiram a demissão e que não se pouparam a insultos à filha do ministro. Em entrevista à australiana ABC, esta quarta-feira, Tkatchenko garantiu que a Savannah está “traumatizada” e chamou os cidadãos de “animais primitivos”, comentários que deram origens a protestos na capital Port Moresby durante a sexta-feira.

O pedido de desculpa veio mais tarde, como mostra o jornal local Post-Courier. O responsável pela pasta dos Negócios Estrangeiros garantiu que os comentários foram “interpretados de maneira completamente errada”, tendo apenas como alvo quem fez “comentários repugnantes” sobre a sua filha.

O primeiro-ministro seria obrigado a intervir no caso, pedindo que aceitassem as desculpas do ministro demissionário. James Marape já revelou que vai assumir as visitas de estado do primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, e do presidente norte-americano, Joe Biden, já este mês, e mais de uma dúzia de líderes das ilhas do Pacífico.

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