No rescaldo à derrota do Tondela na visita ao FC Porto (2-0), na 30.ª jornada da Liga, Gonçalo Feio salientou a atitude dos beirões e reforçou a fé na manutenção. Em conferência de imprensa, e questionado pelo Maisfutebol, o treinador de 36 anos esclareceu a gestão na segunda parte, após os golos do FC Porto.
Reação ao primeiro golo
«A gestão foi complexa, mas com ambição. A certo momento a pensar nos jogadores em risco para o próximo encontro. Estava contente com o jogo do Medina, mas tirei-o porque o Christian caiu para o próximo jogo. Com o 2-0, quis proteger-nos.»
«Quanto ao esforço, este jogo é muito exigente para os extremos, são as referências para as transições. Temos de defender em bloco. Não vejo um “onze” base, trabalhamos todos. Quero que os suplentes sintam que podem ser importantes.»
«Deveríamos ser mais capazes na pressão baixa, transportando de forma direta e de um lado para o outro. Sempre que tivemos essa capacidade, conseguimos transportar para o ataque. Queremos dar ferramentas para inclinar o jogo, para que o Tondela esteja mais próximo de marcar.»
Há vida para lá do Dragão
«Parabéns aos nossos jogadores pela coragem para serem protagonistas. Estas três semanas não nos permitiram ganhar, mas permitiram construir uma equipa que acredita nos nossos princípios comportamentais. A equipa demonstrou que está preparada para enfrentar o que está pela frente. Agora chegam os jogos decisivos para nós. Vamos com positivismo.»
Sistema tático na Invicta
«Optámos por um sistema com três centrais puros, não é a primeira vez, aconteceu também contra o Gil Vicente. Utilizar o Rony Lopes nas costas dos médios poderia dar superioridade por dentro. Num desses lances conseguimos transportar na profundidade e poderíamos ter uma oportunidade do golo. Desse lance veio o cartão amarelo para o Kiwior.»
A segunda parte foi decisiva
«O FC Porto usou o Gül e os golos vieram daí. Dói porque devíamos ter fechado muito melhor o espaço interior. Podíamos ter reagido melhor.»
Quatro finais
«A equipa ganha confiança pelos nossos princípios com bola. Temos muito a desenvolver. Somos uma equipa que tem de saber defender. Todos nos sentimos mais fortes e tranquilos quando rodeados por pessoas que nos dão segurança.»
Estreia na casa de um “grande”
«Nem as competições europeias me trouxeram a Portugal. O que senti foi uma vontade muito grande de competir, de rivalizar contra uma grande equipa. Senti que era um momento a desfrutar. Hoje foi um dia difícil, porque perdemos, mas somos privilegiados por esta oportunidade. Representamos o Tondela na Liga, lutamos pela região. Há que deixar tudo em campo. Demos um passo em direção aos nossos adeptos. Vai dar para o Tondela.»