Ivo Vieira, treinador do Tondela, em conferência de imprensa, depois da derrota diante do Alverca (0-1), em jogo da 5.ª jornada da Liga:
Boa entrada do Tondela, apanhou um guarda-redes inspirado pela frente e continua sem ganhar.
«O Tondela hoje foi a equipa que esteve melhor em campo, foi a que criou mais situações de golo, numa noite em que o guarda-redes do Alverca foi determinante em alguns lances, incluindo o penálti no final da primeira parte. Houve ali uma fase que o Alverca podia ter feiro algo mais, mas arriscámos tudo na ponta final. No último terço ficou bem patente o que o Tondela é capaz de fazer. Não conseguimos converter uma grande penalidade e, logo a seguir, sofremos um golo de canto. Nos primeiros minutos da segunda parte voltámos a carregar, a carregar e muito, mas o que conta são os golos. Temos apenas um ponto, é verdade, mas aquilo que temos feito vai ao encontro daquilo que queremos em termos de qualidade de jogo, em termos de resultado não tem acontecido, mas vamos continuar a trabalhar para dar uma resposta aos adeptos.»
Saída do Miro deixou o ataque mais desfalcado, sente que o Tondela tem condições para lutar nesta Liga?
«Prefiro morrer de pé do que andar aqui a refugiar-me atrás de desculpas. Podia vir aqui dizer que viemos aqui com uma equipa com muitos jovens, mas os jogadores têm trabalhado imenso, têm metido qualidade no jogo, mas as coisas não têm acontecido. Ao Miro só lhe desejo felicidades, acho que os jogadores devem seguir o seu caminho, temos de respeitar. A mim resta-me trabalhar com estes jovens que tenho aqui e esperemos que sejam eles a dar-nos pontos e vitórias que é isso que precisamos neste momento.»
Houve um protesto dos adeptos no final do jogo. O que se passou?
«É normal, os adeptos estão cobertos de razão. Têm toda a legitimidade para protestarem, são eles que nos apoiam todas as semanas, é por eles que o clube tem razões para existir. A minha luta toda semana é para lhes dar o que eles precisam, que são vitórias e pontos. É legitimo que estejam a cobrar aquilo que temos feito. Eles queriam mais, nós queremos até mais do que eles, é a nossa vida que está em jogo. É uma situação natural, mas vãos lutar para mudar isso.»