Os sete polícias detidos, na passada quarta-feira, por torturas na esquadra do Rato vão ficar todos em prisão preventiva. Trata-se de um segundo processo sobre os mesmos factos, depois de, no primeiro, já terem ficado outros dois polícias em prisão preventiva
O Ministério Público e a PSP avançaram na quarta-feira para a detenção de mais sete polícias no caso das torturas a pessoas levadas para o interior da esquadra do Rato, em Lisboa, apurou a CNN Portugal. Trata-se de um segundo processo sobre os mesmos factos, depois de, no primeiro, já terem ficado outros dois polícias em prisão preventiva.
Os sete detidos da operação de quarta-feira são suspeitos de co-autoria nos mesmos crimes - por participação direta nos atos. Corre ainda, no mesmo inquérito, uma investigação a dezenas de outros elementos da PSP que terão tido conhecimento dos factos, nomeadamente em grupos de WhatsApp, e que não os denunciaram - incorrendo em crimes como denegação de justiça.
Em comunicado, a PSP confirmou as detenções e ainda o decorrer de nove buscas domiciliárias e sete não domiciliárias em Esquadras da Polícia de Segurança Pública.
"Foram emitidos sete mandados de detenção para sete agentes da PSP. No inquérito investiga-se a eventual prática de diversos crimes, designadamente, tortura grave, violação, abuso de poder, ofensas à integridade física qualificadas. As diligências realizadas pela PSP foram presididas por sete magistradas do MP", acrescentava a nota.