Trabalhadores por conta de outrem ganhavam em 2021 apenas mais 118 euros do que em 2011 - TVI

Trabalhadores por conta de outrem ganhavam em 2021 apenas mais 118 euros do que em 2011

  • Agência Lusa
  • MM
  • 1 mai, 10:00
Em 2021, a remuneração bruta mensal média aumentou 3,4% para 1.362 euros, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE). O aumento de 20% pedido pelo governo elevaria o salário médio mensal bruto para 1.633 euros em 2026 (Pixabay)

Os trabalhadores por conta de outrem ganhavam, em 2021, descontando o efeito da inflação, em média, 1.294 euros, apenas 118 euros mais do que dez anos antes, revela a Pordata

Os trabalhadores por conta de outrem ganhavam, em 2021, descontando o efeito da inflação, em média, 1.294 euros, apenas 118 euros a mais do que dez anos antes, de acordo com dados divulgados pela Pordata.

Num comunicado, a entidade revelou que, “em 2021, os trabalhadores por conta de outrem em empresas ganhavam, em média, 1.294 euros”, ilíquidos, o que, face a 2011, “é um aumento de 210 euros que, descontado o efeito da inflação, é apenas de 118 euros”, indicou.

De acordo com a Pordata, “no que toca aos grandes grupos profissionais”, alguns “auferem salários acima da média nacional”, com destaque para os “representantes do poder legislativo e de órgãos executivos (+1.483 euros)”, as “profissões intelectuais e científicas (+701 euros)”, os “técnicos de nível intermédio (+314 euros), entre os quais se verifica uma exceção: os técnicos e profissionais de nível intermédio da saúde auferem menos 108 euros do que a média nacional”, realçou.

A Pordata detalhou ainda que, dentro destes três grupos mencionados, “as profissões mais bem pagas dizem respeito a cargos de gestão ou direção”, como “representantes do poder legislativo e de órgãos executivos, dirigentes superiores da Administração Pública, diretores e gestores de empresas (ganhavam, em média, 3.577 euros); os diretores de serviços administrativos e comerciais (3.091 euros); os diretores de produção e de serviços especializados (2.826 euros); e os técnicos dos serviços jurídicos, sociais, desportivos e culturais (2.331 euros)”.

Também as profissões das áreas CTEM (ciência, tecnologia, engenharia e matemática) “se situam entre as mais bem pagas, com remunerações acima dos 1.850 euros”, indicou a Pordata.

Neste grupo incluem-se “especialistas em tecnologias de informação e comunicação (TIC) (2.198 euros)”, em “finanças, contabilidade, organização administrativa, relações-públicas e comerciais (2.111 euros)”, em “ciências físicas, matemáticas, engenharias (2.019 euros)” e “profissionais de saúde (1.869 euros)”.

Por outro lado, no que diz respeito às profissões mais mal pagas “são as de assistente na preparação de refeições (761 euros), trabalhador de limpeza (791 euros) e trabalhador dos cuidados pessoais (818 euros)”, indicou.

A Pordata analisou ainda a desigualdade salarial entre homens e mulheres, concluindo que o maior fosso se encontra “entre os técnicos de nível intermédio dos serviços jurídicos, sociais, desportivos, culturais (os homens ganham, em média, mais 2.409 euros)”.

Entre as áreas com maior fosso entre homens e mulheres estão ainda representantes do poder legislativo e de órgãos executivos, dirigentes superiores da Administração Pública, diretores e gestores de empresas, em que “os homens ganham, em média, mais 1.070 euros do que as mulheres”, indicou.

No que diz respeito aos setores económicos mais bem remunerados, segundo a Pordata, “são o da eletricidade, gás e água (auferiam, em média, mais 1.672 euros do que a média nacional) e as atividades financeiras e de seguros (+1.080 euros)”, enquanto, por oposição, “o setor do alojamento e restauração e o da agricultura são os menos bem pagos (-380 euros e -283 euros face à média nacional)”.

A organização deu ainda conta de que “os setores económicos que mais geraram riqueza (VAB – Valor Acrescentado Bruto), em 2020, são também aqueles onde os salários médios dos trabalhadores estavam abaixo da média nacional”.

A Pordata deu os exemplos da indústria transformadora, que “gerou 13,8% do VAB, com destaque para as indústrias alimentar e têxtil” e “onde os salários médios são 121 euros e 340 euros inferiores à média nacional”, bem como das “atividades imobiliárias e o comércio (13,4% e 13,1% do VAB), a administração pública e a saúde (7,4% e 7% do VAB)”, salientando que “na saúde, a diferença face à média nacional é de -145 euros”.

No entanto, indicou, as maiores diferenças face à média nacional "encontram-se no alojamento e restauração (-380 euros, com um VAB de 3,6%), na agricultura (-283 euros, com um VAB de 2,5%) e nas atividades administrativas e serviços de apoio (-208 euros, com um VAB de 3,8%)”.

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