Comandante dos Bombeiros Sapadores de Braga absolvido de assédio moral a funcionária - TVI

Comandante dos Bombeiros Sapadores de Braga absolvido de assédio moral a funcionária

  • Agência Lusa
  • AM
  • 20 abr, 12:39
Bombeiros (Getty Images)

Funcionária vai recorrer para a Relação

O comandante dos Bombeiros Sapadores de Braga, Nuno Osório, foi absolvido no processo por alegado assédio moral movido por uma antiga funcionária da corporação.

Contactado pela Lusa, Nuno Osório disse que tinha a “perfeita convicção de que não tinha feito absolutamente nada do que consta na acusação”, pelo que foi “sem surpresa” que recebeu a sentença.

“O que tudo isto faz é que um dia vamos querer dirigentes, administradores, políticos e não vai haver ninguém para preencher esses lugares, tanta é a exposição mediática resultante de acusações sem qualquer fundamento”, disse ainda.

Também à Lusa, a queixosa adiantou que vai recorrer para a Relação.

No processo, era também réu um adjunto do comando, que foi igualmente absolvido.

Em causa uma ação cível, em que a autora reclamava uma indemnização superior a 51 mil euros, pelos danos patrimoniais e não patrimoniais que diz ter tido em resultado do “tratamento ignóbil que sofreu às mãos dos réus”.

Falava, designadamente, em “consequências graves” para a sua saúde psicológica e diz que esteve seis meses de baixa.

Alegava que tudo terá a ver com o facto de a irmã, jurista, ter conduzido um processo disciplinar no Município da Figueira da Foz contra Nuno Osório, quando este ali trabalhou.

A queixosa trabalha no município de Braga desde 2020 e, dois anos mais tarde, depois de lhe ter sido atribuído o estatuto de vítima de violência doméstica, foi colocada na secretaria dos Bombeiros Sapadores de Braga, alegadamente para ficar mais protegida.

No entanto, queixa-se que poucos meses depois começou a ser tratada pelo comandante “de forma imprópria, autoritária e humilhante”, passando a viver “um inferno”.

Em audiência de julgamento, as acusações foram refutadas pelos réus, que garantiram que o tratamento foi sempre cordial e respeitoso e que nunca discriminaram a queixosa.

Nuno Osório referiu que sempre tratou “com toda a cordialidade e respeito” aquela funcionária e que ficou “estupefacto” quando teve conhecimento da queixa.

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