A Marinha da Ucrânia anunciou ter afundado o navio patrulha russo Izumrud, também conhecido por "Emerald", recorrendo a um drone naval Sargan-3000. Segundo as forças ucranianas, a embarcação foi destruída quando se encontrava atracada, tendo sido reportados mortos e feridos.
Através de uma nota publicada nas redes sociais, a Marinha divulgou ainda imagens de satélite que mostram o cais danificado pelas chamas e o navio parcialmente submerso no local onde estava atracado.
"A imagem de satélite confirma a destruição do navio de patrulha fronteiriço russo Izumrud junto ao cais. Continuamos a reduzir o potencial do agressor russo no mar", afirmou a mesma força.
O Izumrud ficou conhecido por ter participado no incidente do Estreito de Kerch, a 25 de novembro de 2018, altura em que abriu fogo contra embarcações da Marinha ucraniana. Na altura, os navios ucranianos navegavam entre Odessa e Mariupol, mas a Rússia bloqueou a passagem no estreito, utilizando um cargueiro para impedir a travessia.
Depois de as embarcações ucranianas iniciarem a retirada e entrarem em águas neutras, o Izumrud disparou contra os navios. Segundo o Euromaidan, o comandante da embarcação Berdiansk e dois tripulantes ficaram feridos por estilhaços.
Ao todo, 24 marinheiros ucranianos foram feitos prisioneiros e permaneceram detidos durante quase um ano. As embarcações foram devolvidas à Ucrânia em novembro de 2019, com danos visíveis e marcas dos disparos no Berdiansk, entretanto cobertas por tinta preta.
Lançado em 2014, ano da anexação da Crimeia pela Rússia, o Izumrud integrava a guarda costeira do Serviço Federal de Segurança russo (FSB). O navio tinha 62,5 metros de comprimento, deslocava entre 630 e 750 toneladas, podia atingir 27 nós de velocidade e estava equipado com plataforma para helicópteros.
Segundo a Marinha ucraniana, a destruição da embarcação representa mais uma redução da capacidade marítima russa.