Portugueses têm o sexto rendimento mais baixo da União Europeia - TVI

Portugueses têm o sexto rendimento mais baixo da União Europeia

  • ECO - Parceiro CNN Portugal
  • Isabel Patrício
  • 3 nov 2023, 16:39
União Europeia

Rendimento médio dos europeus cresceu em 2022, mas perduram assimetrias entre os Estados-membros. Pior do que Portugal neste indicador só estão a Bulgária, Eslováquia, Roménia, Hungria e Grécia

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O Rendimento disponível dos europeus tem aumentado, mas perduram assimetrias entre os diferentes Estados-membros. Enquanto no Luxemburgo, o rendimento médio por cidadão, expresso em Paridades de Poder de Compra (PPC), ronda os 33 mil euros anuais, na Bulgária nem chega aos 10 mil euros. Já em Portugal é de cerca de 12 mil euros, saindo o país mal nesta fotografia europeia.

“Em 2022, o rendimento médio por habitante na UE, expresso em PPC, foi de 18.706 euros, acima dos 18.011 euros registados em 2021″, indicou esta manhã o Eurostat, que destaca que há ainda alguma desigualdade entre os vários países que compõem o bloco comunitário.

Vamos, então, aos rendimentos registados nos vários Estados-membros. No topo da tabela, surge o Luxemburgo (33.214 euros, expresso em PPC), seguindo-se a Holanda (25.437 euros, expresso em PPC), a Áustria (25.119 euros, expresso em PPC) e a Bélgica (24.142 euros, expresso em PPC).

Já na base do ranking, com os menores rendimentos disponíveis per capita surgem a Bulgária (9.671 euros, expresso em PPC), a Eslováquia (9.826 euros, expresso em PPC), a Roménia (10.033 euros, expresso em PCC) e a Hungria (10.841 euros, expresso em PPC).

Portugal não aparece muito distante destes últimos países. Com um rendimento médio por habitante de 12.266 euros, expresso em PCC, é o sexto país que pontua pior no quadro europeu.

Apesar do anúncio do Governo de que a valorização dos salários é uma prioridade e do crescimento dos ordenados — só este ano, a subida ronda os 8% –, Portugal continua, ano após ano, a destacar-se pela negativa no espaço europeu no que diz respeito aos vencimentos.

As Paridades de Poder de Compra permitem comparações mais rigorosas, uma vez que eliminam os efeitos das diferenças nos níveis dos preços entre os países.

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