"Julian salvou-nos a vida, o alarme de incêndio não tocou". Porteiro do prédio de Valência avisa moradores porta a porta - TVI

"Julian salvou-nos a vida, o alarme de incêndio não tocou". Porteiro do prédio de Valência avisa moradores porta a porta

  • CNN Portugal
  • AM
  • 23 fev, 12:14

Incêndio fez dez mortos, 15 feridos e cerca de 15 desaparecidos, entre os quais dois bebés - um de dois anos e um com duas semanas

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Julián, o porteiro do prédio de Valência que ardeu em apenas 30 minutos, foi o herói no meio da tragédia da tarde de quinta-feira. O fogo consumia o edifício duplo no bairro de Campanar de Valência quando o porteiro percebeu que o alarme não tinha disparado e foi, porta a porta, alertar os moradores para o que estava a acontecer, arriscando a própria vida.

De acordo com o canal Telecinco, muitos dos moradores demoraram a dar conta de que o prédio estava a arder e foram outras pessoas que alertaram para o que estava a acontecer. Uma das que viria a dar o alerta para muitos moradores foi precisamente Julián.

"Julián, o porteiro de um dos edifícios, apercebendo-se de que estava a começar a arder, foi praticamente de porta em porta para tirar todos e cada um dos seus moradores de lá. Provavelmente, muitos moradores devem a Julián a sua vida", afirmou uma testemunha à Telecinco.

À ABC, José Antonio, um morador do prédio garante mesmo que está vivo graças ao porteiro. "Julian salvou-nos a vida, o alarme de incêndio não tocou."

As autoridades espanholas adiantaram, esta sexta-feira, que continuam desaparecidas entre nove e 15 pessoas. Entre os desaparecidos estão dois bebés, um de dois anos e um com duas semanas, que serão irmãos, e os seus pais. 

O incêndio fez ainda dez mortos e 15 feridos - sete deles bombeiros -, sendo que nenhum corre perigo de vida. Entre os feridos há nove homens, com idades entre os 25 e os 57; quatro mulheres, entre os 27 e os 81 anos; e há ainda uma criança de sete anos.

As vítimas mortais ainda não foram identificadas e foram instalados dois pontos de assistência: um para atender os familiares das pessoas desaparecidas e outro para ajudar as pessoas que perderam as casas no incêndio.

Testemunhas no local ouvidas pelos meios de comunicação e vídeos divulgados nas redes sociais apontaram que o incêndio começou no 4.º andar, num momento de vento forte em Valência, e alastrou-se a todo o prédio em menos de meia hora, aparentemente, pela fachada, de onde saltaram placas metálicas por trás das quais parecia haver um material rapidamente inflamável.

Segundo vários relatos de moradores e proprietários, o edifício foi construído entre 2008 e 2010. 

De acordo ainda com as autoridades, 36 residentes do edifício afetado passaram a noite num hotel.

O primeiro-ministro de Espanha, Pedro Sánchez, escreveu na rede social X (antigo Twitter), estar "consternado com o terrível incêndio" em Valência e disse estar em contacto com o governo regional para avaliar a necessidade de mais meios. Hoje deve deslocar-se a Valência para se se informar de "pormenores do incêndio" disseram à EFE fontes do executivo.

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