“O país está num momento decisivo, que definirá o que seremos nas próximas décadas”, diz Vasco de Mello - TVI

“O país está num momento decisivo, que definirá o que seremos nas próximas décadas”, diz Vasco de Mello

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  • André Veríssimo
  • 20 mar, 16:28
Lisboa, Portugal

Vasco de Mello, presidente da Associação Business Roundtable, diz ainda que "o país está num momento decisivo", que definirá o que Portugal será "nas próximas décadas".

Vasco de Mello, presidente da Associação Business Roundtable, defende que Portugal “está num momento decisivo” e tem de aproveitar o atual momento para lançar as bases de um crescimento mais robusto.

“O país está num momento decisivo, que definirá o que seremos nas próximas décadas. Temos de estar preparados”, afirmou Vasco de Mello na abertura da conferência “Querer e Crescer”, organizada pela Associação Business Roundtable, que decorre esta segunda-feira na Nova SBE, em Carcavelos.

“Não podemos continuar a ter ideologia a mais e ambição a menos. Temos a responsabilidade de aproveitar o momento único de estabilidade política e fundos europeus”, exortou o também presidente do conselho de administração do Grupo Mello.

Pedro Gingeira do Nascimento, secretário-geral da Associação BRP, que reúne 42 grandes empresas portuguesas, sublinhou que “quem não cria riqueza, cria pobreza” e que em Portugal se “normalizou o fracasso”. Segundo o responsável, se o PIB tivesse crescido a uma média de 3% na última década estaria entre os 15 países com maior riqueza per capita e se o ritmo fosse de 5% estaria ao nível da Dinamarca.

“Acreditamos que Portugal pode crescer muito mais. Acreditamos que são os privados que criam riqueza. O Estado deve criar igualdade de oportunidades para todos, através da educação e com um ambiente competitivo e concorrencial”, sublinhou Pedro Gingeira do Nascimento. “Temos de celebrar a riqueza em vez de a perseguir”, acrescentou.

Pedro Santa Clara, diretor da escolha 42 Lisboa e 42 Porto apontou as más e boas ideias na Educação. “A primeira má ideia é baixar o nível de exigência da escola e isto tem estado muito em voga, internacionalmente até, o que põe em causa a meritocracia. Parece-me das ideias mais infelizes de que tenho memória, porque tira o acesso dos mais desprotegidos à subida social”, afirmou.

O também professor da Nova SBE elogiou a aposta no Governo no ensino pré-escolar. “É importante investir mais nas creches e na pré-primária”, porque “o processo de educação é cumulativo”. “Outra boa ideia é repensar profundamente a formação e carreira dos professores”, sublinhou.

“O sistema atual está à beira da rutura. Vamos precisar de formar 35 mil professores até 2030 o dobro do que formamos hoje em dia” e a carreira “é tão pouco atraente”, considerou Pedro Santa Clara. “Esta é daquelas crises que me faz impressão porque é o comboio a descarrilar em câmara lenta”, acrescenta, assinalando que é preciso atrair professores de backgrounds diferentes e investir na formação profissional dos professores”.

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