Portugueses e Chávez de costas voltadas? - TVI

Portugueses e Chávez de costas voltadas?

  • Portugal Diário
  • 20 jun 2007, 12:49

Deputado diz que lusos se afastaram das autoridades locais, portugueses negam

O embaixador de Portugal em Caracas, João Caetano da Silva, desmentiu em declarações à Lusa a alegada existência de desentendimentos entre a comunidade portuguesa e as autoridades venezuelanas.



«O que se passa é que nos estamos a organizar melhor e estamos a colaborar já num conjunto de iniciativas que nós fizemos nos últimos dois, três meses, de intensificação da cooperação entre a comunidade, os empresários portugueses e as autoridades venezuelanas», disse o diplomata à Lusa.

João Caetano da Silva reagia às declarações do deputado luso-descendente Guido de Freitas, militante do Movimento Quinta República (MVR), o partido do governo, em se referiu à existência de «mal-entendidos» que devem ser superados, nas relações entre a comunidade portuguesa da Venezuela, o presidente Hugo Chávez e as diferentes instâncias do poder.

Em declarações à Lusa o deputado sublinhou que ao contrário do que acontece com outras comunidades, que mantêm um relacionamento directo com as autoridades, de parte dos portugueses "tem havido uma espécie de distanciamento".

Segundo o embaixador português, na procura de intensificar as relações bilaterais, realizaram-se nos últimos dois meses as visitas a Caracas dos secretários de Estado das Comunidades Portuguesas e da Justiça, António Braga e João Tiago Silveira, respectivamente.

Também com o objectivo de intensificar as relações bilaterais, o vice-ministro venezuelano das Relações Exteriores para a Europa, Rodrigo Chávez, visitou Portugal.

«Aquando da visita do secretário de Estado das Comunidades, António Braga, fizemos várias acções em que houve participação da comunidade portuguesa em geral e da comunidade empresarial em particular», salientou o embaixador de Portugal.

João Caetano da Silva destacou que se pretende continuar no futuro com esse tipo de acções, referindo que «já estão previstas mais algumas».

«A nossa estratégia é o crescente envolvimento da nossa comunidade, dos nossos empresários dos diferentes sectores, no futuro da Venezuela e naquilo que o governo da Venezuela está a preparar», concluiu.

Também os presidentes do Centro Português de Caracas (CPC) e do Centro Marítimo da Venezuela (CMV), desmentiram qualquer distanciamento destas instituições e da comunidade lusa local com as autoridades venezuelanas e o presidente Hugo Chávez.

«A comunidade não está distanciada de ninguém, conserva, isso sim, as suas características das quais fazem parte uma tradição de trabalho, um esforço permanente para progredir e participar no desenvolvimento do país», disse à Agência Lusa o presidente do Centro Português de Caracas, Juan Gonçalves.
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