Paulo Portas, comentador da TVI, defendeu que, apesar de a tese de Marcelo Rebelo de Sousa de olhar para Donald Trump como um “ativo soviético, ou russo” ter bastantes fundamentos, não cabe a um Presidente da República tomar esse tipo de posições publicamente.
“Um comentador tem opiniões. Um presidente representa interesses nacionais. E é apenas nesse plano que deve falar, quando fala”, afirmou este domingo, 31 de agosto. As palavras de Marcelo na Universidade de Verão tiveram impacto nos Estados
Portas começa o espaço de comentário “Global” desta semana” com o foco na cimeira de segurança que junta Rússia, China e Índia. O comentador considera que a aproximação de China e Índia, que eram inimigos por tradição, é culpa de Donald Trump e da sua “política deliberadamente isolacionista dos EUA”. Um dos argumentos foi o facto de os EUA terem “punido” a Índia com sanções, obrigando-a a aproximar-se deste bloco.
“Atirar a quarta economia do mundo em termos nominais para os braços da segunda não é um ato de inteligência e o resultado está aqui”, refere.
Depois de avaliar a situação financeira em França, onde Macron deverá tentar um novo primeiro-ministro, levando Portas a defender que os franceses “precisavam de um De Gaulle que não têm”, o comentador elogia os resultados nas contas públicas portuguesas.
“É um grande caminho que Portugal fez desde a intervenção externa. Ao contrário de frança, Portugal aprendeu com o que aconteceu”, resume.
Para o final, Portas destaca dois episódios relacionados com a tecnologia que o deixaram perturbado. “A única coisa que disciplinas as plataformas digitais é sujeitá-las ao código penal em cada sociedade”, argumenta.
