A um mês das eleições autárquicas foi revelada à auditoria feita às contas do município de setúbal durante o mandato comunista da antiga presidente, Maria Das Dores Meira.
A ex-autarca, que está a ser investigada pelo Ministério Público recandidata-se ao cargo, agora como independente com o apoio da AD.
Mas segundo esta auditoria independente, Maria das Dores Meira incorreu no crime de peculato, utilizando o cartão de crédito da autarquia para pagamentos suspeitos que ultrapassam os 100 mil euros.
A auditoria será levada a reunião de câmara na próxima quinta-feira.
Contatada pela TVI, Maria das Dores Meira diz desconhecer a auditoria para a qual não foi ouvida e estranha que seja divulgada a um mês das eleições. A antiga autarca afirma estar a ser vítima de perseguição política e assassinato de carácter por parte dos opositores políticos.
"Desconheço a dita auditoria e o seu resultado. Não me foi facultada, nem sequer fui ouvida na mesma. Muito menos me foi dado acesso ao processo ou a possibilidade de verificar a transparência do mesmo. Estranho que uma “auditoria” que vise apenas a minha pessoa saia a trinta dias das eleições autárquicas. E pergunto: quem beneficia desta divulgação em plena campanha autárquica? Por que razão esta auditoria não abrange todos os eleitos e mandatos autárquicos? E porque não foi feita por uma empresa de auditoria de renome no mercado? Estranho ainda mais que haja uma auditoria especulativa sobre a minha idoneidade, já que uma auditoria não julga nem se substitui aos tribunais. As alegações que são feitas têm um objetivo político. Esta auditoria é a continuação da perseguição política que teve o seu início quando anunciei que seria candidata à Câmara Municipal de Setúbal. Serve apenas para me visar e perseguir politicamente. É uma tentativa de assassinato de carácter, por parte dos meus opositores políticos, para tentarem tirar vantagens eleitorais. Não me revejo nesta forma cobarde de fazer política. E, para a cobardia, existe apenas uma resposta: o trabalho honesto, digno e transparente", lê-se na nota enviada à TVI (do mesmo grupo da CNN Portugal).
