O federalismo na UE leva a uma "liderança desenfreada" e é preciso "lutar contra essa UE", afirma Viktor Orbán - TVI

O federalismo na UE leva a uma "liderança desenfreada" e é preciso "lutar contra essa UE", afirma Viktor Orbán

  • Agência Lusa
  • PP
  • 22 jul 2023, 12:14
Viktor Orbán, primeiro-ministro da Hungria, na Cimeira da NATO (AP Photo/Paul White)

Primeiro-ministro da Hungria prometeu "lutar contra a União Europeia" e as suas ideias federais, que considera uma ameaça à soberania dos Estados

O primeiro-ministro da Hungria, o ultranacionalista Viktor Orbán, prometeu hoje, na cidade romena de Ciuca, "lutar contra a União Europeia" (UE) e as suas ideias federais, que considera uma ameaça à soberania dos Estados.

"Não temos outra opção, apesar de amarmos a Europa, mesmo sendo nossa, temos que lutar", afirmou Orbán num encontro que se organiza anualmente nesta localidade da Transilvânia, onde vive parte da importante minoria húngara no país, de mais de milhão e meio de pessoas.

De acordo com Orbán, o federalismo na UE leva a uma "liderança desenfreada" e, nesse sentido, acrescentou que é preciso "lutar contra essa UE".

Discorrendo sobre o mesmo assunto, o primeiro-ministro húngaro considerou que já existe uma rutura entre os membros do Grupo de Visegrado (Hungria, Polónia, Eslováquia e República Checa), que "foram atacados pelos federalistas".

"Os checos mudaram de postura, os eslovacos vacilam", prosseguiu, antes de acrescentar que apenas os húngaros e os polacos mantêm as posições originais em defesa da soberania.

Sublinhou que se assistem "sinais encorajadores em Itália, Áustria e Espanha", onde há eleições este fim de semana, apontou, aludindo ao fortalecimento de formações de extrema direita em vários países comunitários.

Nesse sentido, disse esperar que, nas eleições europeias de 2023, essas forças se fortaleçam.

Quando o primeiro-ministro chegou ao local do evento, centenas de nacionalistas romenos protestaram com bandeiras romenas contra sua presença no país.

O governo de Orbán tem, desde 2010, quando chegou ao poder, uma série de conflitos com a UE.

Bruxelas mantém congelada a entrega a Budapeste de 22 mil milhões de euros de fundos comunitários enquanto não se demonstre que o Governo húngaro garante que os programas para os utilizar respeitam a Carta Europeia dos Direitos Fundamentais.

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