Ministro reconhece que escoamento do vinho “é dos maiores problemas” este ano - TVI

Ministro reconhece que escoamento do vinho “é dos maiores problemas” este ano

  • Agência Lusa
  • MJC
  • 21 jun, 00:00
Vindimas

O governante assegurou ainda que o executivo está em diálogo com a Comissão Europeia tendo em vista encontrar uma solução para este problema

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O ministro da Agricultura e Pescas reconheceu esta quinta-feira, no parlamento, que o escoamento do vinho “é dos maiores problemas” que se verifica este ano e anunciou o reforço da fiscalização contra a entrada ilegal de vinho no país.

“O escoamento [do vinho] é dos maiores problemas este ano […]. No ano passado, gastaram-se 18,6 milhões de euros para a destilação, com uma autorização excecional da comissão europeia. Não se pode andar todos os anos a dizer que vamos ter uma exceção, quando outros Estados-membros têm avançado para a destilação com recursos do Orçamento do Estado”, afirmou o ministro José Manuel Fernandes, em resposta aos deputados, na Comissão de Agricultura e Pescas.

O governante assegurou ainda que o executivo está em diálogo com a Comissão Europeia tendo em vista encontrar uma solução para este problema.

José Manuel Fernandes disse ainda ser objetivo do Governo reforçar a qualidade destes produtos, mas vincou que, nas visitas que tem feito, constatou que Portugal tem “um vinho de grande qualidade”, destacando ainda as competências dos enólogos nacionais.

Por outro lado, anunciou que o Governo vai “aumentar fortemente” a fiscalização, de modo a que não entre, ilegalmente, vinho no país.

O titular da pasta da Agricultura aproveitou ainda para sublinhar o trabalho que tem sido desenvolvido pelos secretários de Estado da Agricultura, João Moura, das Florestas, Rui Ladeira, e das Pescas, Cláudia Monteiro de Aguiar, que disse facilitar as suas próprias tarefas.

Ainda sobre a destilação, o governante referiu que, a acontecer, não pode beneficiar quem importou vinho nos últimos três anos.

“É inaceitável. Não pode ser um negócio, que prejudica todos, sobretudo, os pequenos produtores”, concluiu.

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