Um acidente que passou a homicídio. Homem acusado de assassinar a namorada grávida - TVI

Um acidente que passou a homicídio. Homem acusado de assassinar a namorada grávida

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  • FG
  • 16 mai 2023, 16:58
Mossos d'Esquadra

Explicou à polícia que encontrou a mulher no chão inconsciente, apontando para morte acidental

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A polícia da Catalunha deteve um homem que alegadamente terá matado a sua namorada grávida de quatro meses, no dia 6 de maio, em Manresa, Espanha. O suspeito começou por dizer à polícia que tinha encontrado a mulher no chão inconsciente, como se ela tivesse sofrido um acidente, relataram fontes policiais citadas pelo El País.

Cerca de uma semana depois, a versão apresentada pelo namorado enlutado caiu por terra. A autópsia concluiu que a mulher morreu devido a uma pancada na cabeça e asfixia, contrariando, assim, a teoria de que teria tido um acidente.

O homem contou que, nessa noite, tinham ido juntos a uma festa, mas que, por volta das seis da manhã, ela disse que não se sentia bem e foi para casa. Segundo o suspeito, horas depois, quando chegou com um amigo, encontrou a namorada estendida no chão com um golpe na cabeça.

Numa primeira instância, apesar de o cadáver apresentar um ferimento, o caso foi tratado como acidente, porque o relato feito pelo homem apontava para esse cenário. O médico legista determinou que a mulher estava morta há algumas horas, logo ficou descartada a possibilidade de ter morrido na sequência de uma agressão recente. Ainda assim, a polícia abriu uma investigação e aguardou o resultado da autópsia.

"No dia seguinte, [o homem] já estava a tirar a televisão e tudo o que tinha do apartamento", contou uma jovem que vive no mesmo prédio. Uma ação que causou alguma estranheza entre os vizinhos. Mas, ainda assim, todos estavam convictos de que se tratara de um acidente.

A autópsia revelou que a morte da mulher foi causada por uma pancada na cabeça e asfixia, segundo fontes ligadas ao caso. Por este motivo, a polícia catalã deteve, então, o companheiro da vítima.

De acordo com o Tribunal Superior de Justiça da Catalunha, não existiam queixas de maus-tratos, ao contrário do que acontece na maioria dos casos de violência de género.

A Câmara Municipal de Manresa decretou três dias de luto pelo alegado feminicídio. Para esta terça-feira, foi também convocado um minuto de silêncio.

Se se confirmar que se tratou de violência doméstica, o número de mulheres assassinadas às mãos dos companheiros ou ex-companheiros, em Espanha, aumentará para 17.

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