Karembeu revela que dois familiares foram assassinados na Nova Caledónia - TVI

Karembeu revela que dois familiares foram assassinados na Nova Caledónia

Chistian Karembeu (Associated Press)

Arquipélago sob administração francesa está a ferro e fogo por causa de uma contestada reforma eleitoral

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O antigo internacional francês Christian Karembeu, campeão do Mundo em 1998, revelou que dois membros da sua família foram assassinados a tiro na Nova Caledónia, arquipélago paradisíaco no Oceano Pacífico, que tem sido fustigado por violentos tumultos desde o passado dia 13 de maio.

O antigo jogador nasceu em Lifou, no arquipélago da Oceânia que integra o território francês, há 53 anos e mantém uma relação próxima com a terra natal que, apesar de se destacar pelas suas paisagens turísticas, passa por uma situação de extrema violência, devido a uma contestada reforma eleitoral, que já provocou, pelo menos, sete mortos.

Entre as vítimas mortais confirmadas, estão dois membros da família de Karembeu, segundo revelou o próprio em declarações ao canal Europe 1. «Já perdi membros da minha família. É por isso que tenho estado em silêncio, estou de luto. Duas pessoas da minha família foram baleadas na cabeça. Eles são snipers. Esperamos que haja uma investigação sobre estas mortes», destacou o antigo jogador em alusão a um sobrinho e a uma sobrinha.

A França cancelou, entretanto, os voos comerciais para a Nova Caledónia e tem vindo a retirar os turistas que estavam nas várias ilhas do arquipélago.

Os tumultos começaram no passado dia 13 de maio quando foi aprovada uma reforma eleitoral, em Paris, que visa alargar as eleições providenciais ao arquipélago, uma reforma muito contestada pelos apoiantes da independência que consideram que a medida marginaliza o povo indígena Kanak.

O presidente francês, Emmanuel Macron, visitou o arquipélago esta semana, cancelou a polémica reforma e enviou três mil soldados para a região para acalmar a situação. «A República deve recuperar a autoridade em todos os pontos. Em França, não é cada um que se defende a si próprio», disse o chefe de Estado, referindo-se aos grupos de milícias que têm organizado a defesa de bairros de Numeá, a capital da Nova Caledónia.

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