Charles, guarda-redes do Vitória, em declarações à Sport TV, depois de ter sido uma das grandes figuras da final da Taça da Liga, com um triunfo sobre o Sp. Braga (2-1).
Já tinha feito uma grande exibição na meia-final. Guardou o melhor para esta final?
«Em primeiro lugar, queria agradecer a Deus por tudo, queria glorificar o nome de Deus não só por me capacitar, mas por capacitar toda a minha equipa. Deus prepara sempre o melhor, fico muito feliz de poder ter contribuído para ajudar a nossa equipa. Parabenizar e agradecer a estes adeptos incríveis, não só aqueles que estão aqui, mas também os que estão em casa. Foram incansáveis. A promessa de Deus foi cumprida hoje e ele nos coroou com esse grande título. Quero fazer um apelo a todos os adeptos para, no próximo jogo, puxarem por nós. Vamos para cima!»
O Vitória eliminou o FC Porto, depois do Sporting e, agora, o Sp. Braga. Está provado que este plantel vale mais do que muitos pensavam?
«Acho que a dúvida é diária, é do futebol. Não só quando você ganha é o melhor, como quando você perde nem sempre é o pior. A dúvida vai existir, mas a gente, como plantel fechado, sabe o nosso verdadeiro valor. Sabemos aquilo que podemos demonstrar, o que podemos acrescentar para o clube e espero que as críticas venham para ajudar. O nosso grupo é muito jovem, talvez os mais velhos, os mais experientes, possam ajudar essa meninada que está aí. Se vier a critica, espero que venha para acrescentar.»
O que lhe passou pela cabeça antes do penálti defendido nos descontos?
«É um estudo muito grande. Vocês vêm o Charles a fazer a defesa, mas, por trás disso, a gente trabalhou muito. Quero enaltecer não só o Charles, mas também o Castillo e o Lucão. Quero mandar um grande abraço para o Gui que fez uma cirurgia, esse título também é para ele, estamos junto. O grande Douglas, o mister Douglas,o míster Maia. Foi um estudo, não posso falar o que aconteceu, mas foi um estudo e eles ajudaram-me nisso».
É um clube especial, uma cidade especial, mas que não ganhava títulos, Sente que vão ficar na história?
«Quando vim para cá e Deus falou comigo, disse que ia marcar o meu nome neste clube. Eu creio que já está marcado agora. Marca para mim e para toda a geração que está a chegar. Marca para estes adeptos incríveis, que foram incansáveis e que merecem fazer esta festa. Queria mandar um abraço para a minha família, a minha mãe, o meu pai, os meus irmãos, a todo os meus amigos».