Vuelta: ciclistas vão parar etapas se sentirem insegurança - TVI

Vuelta: ciclistas vão parar etapas se sentirem insegurança

Protestos pró-Palestina em Bilbau durante etapa da Vuelta (Miguel Tona/EFE/EPA)

Pelotão sente-se «peão num jogo de xadrez» e admite neutralizar a corrida

Relacionados

A Volta a Espanha voltou a ficar marcada por protestos que levantaram sérias preocupações de segurança.

Depois de duas etapas já terem sido encurtadas, o pelotão decidiu endurecer a posição: os ciclistas admitem parar a 17.ª etapa, que liga O Barco de Valdeorras ao Alto de El Morredero (143,2 quilómetros), caso surjam novos incidentes.

Jack Haig, da Bahrain-Victorious, foi o porta-voz após uma reunião entre as equipas e a Associação de Ciclistas Profissionais (CPA).

«Decidimos que, se houver um incidente, vamos tentar neutralizar a corrida e vai ficar assim, porque terminar uma corrida numa linha de meta indefinida não é justo», afirmou o australiano, lembrando que os corredores se sentem como «peões num grande jogo de xadrez».

Na terça-feira, a 16.ª etapa já tinha sido encurtada depois de uma árvore cortada no percurso e pioneses atirados para a estrada colocarem o pelotão em risco.

Haig sublinhou que a situação «está a tornar-se desconfortável» e que alguns atos parecem ter a intenção de «deliberadamente magoar» os ciclistas, com a equipa Israel-Premier Tech a ser o principal alvo dos protestos pró-Palestina.

O líder da corrida, Jonas Vingegaard (Visma-Lease a Bike), atingido com um líquido que «cheirava horrivelmente», admitiu estar dividido.

«Adoraria correr toda a etapa, mas se a maioria decidiu, estou de acordo. Levamos muitos anos sem ter essa claridade», atirou.

O dinamarquês segue na frente da geral, com 48 segundos de vantagem sobre João Almeida (UAE Emirates) e 2.38 minutos sobre Thomas Pidcock (Q36.5).

De recordar, esta terça-feira, o diretor da corrida, Javier Guillén, tinha garantido que serão concluídas todas as etapas até à chegada a Madrid.

Continue a ler esta notícia

Relacionados