Cláudia Messias
Madalena Brandão
Portuense, casada com Tiago e mãe de Maria. Cláudia completou o ensino secundário, e ficou por aí, porque escolheu ganhar a sua independência face aos pais. Saiu de casa cedo e cedo casou com Tiago. Cláudia é Chefe de Loja nos Armazéns Rosa Neto e sente-se satisfeita com o seu trabalho. Ao fim de catorze anos, ainda ama o marido. Mas essa união foi posta em causa, quando a filha ficou em coma. As estruturas familiares abanaram e a vida do casal nunca mais foi a mesma. Cláudia tem em Joana e Cecília, as suas confidentes. São as três muito diferentes, mas acabam por complementar-se.
Cláudia era uma mulher de bem com a vida e com as escolhas que fez. Ponderada, tolerante, generosa, com princípios morais bem definidos. Tudo o que era tentou passar à filha. Com a tragédia que se abateu sobre a sua família, Cláudia passou a ser uma pessoa diferente. Não perdeu a ternura, mas tornou-se mais frágil e com as emoções à flor da pele. Mas Flor irá cruzar a vida de Cláudia e ela ganhará um novo alento. A ligação com a menina órfã e institucionalizada é imediata, e Cláudia nunca mais lhe perderá o rasto.
Flor devolve a Cláudia a esperança da felicidade em família e esta ganha um novo objectivo de vida: adoptar a miúda, num processo inconsciente de adopção para substituir a filha em coma. Mas o processo vai ter os seus obstáculos. Desde Tiago que parece não concordar, inicialmente, passando por Elvira, que tudo fará para impedir a adopção, e por último, mas não menos dramático, Maria, quando acordar do coma e perceber que tem alguém no seu lugar. Caberá a Cláudia fazer uma escolha entre a harmonia familiar e a felicidade que proporcionou a Flor com o novo lar. E aí testará os seus princípios. Será capaz de devolver uma criança?