Flor

Gabriela Mirza

Órfã de pais, vive numa casa de acolhimento no Porto, dirigida por Elvira, uma freira com princípios pouco católicos. Flor mantém uma relação de gato e de rato com Elvira. Não gosta dela e não tem problemas em dizer-lhe na cara. Flor é uma rapariga despachada, vivaça, frontal. Mas também muito solar. E nem o facto de ser órfã lhe tirou o entusiasmo pela vida. Flor sonha alto e não tem medo de subir. O seu maior sonho é ter uma família. Um lar. Um quarto só para si. Flor quer ter o direito a ser uma criança normal. Quando Flor conhece Cláudia, a ligação é instantânea. Cativa-a com o seu optimismo e não deixará os créditos por mãos alheias. Flor tudo fará para ser adoptada pelo casal. E não será difícil, já que Flor emana luz e esperança. Até Tiago, inicialmente renitente em ocupar o lugar da filha biológica com Flor, ela acaba por conquistar. Tudo lhe corre de feição, até ao momento em que Maria acorda do coma e volta para casa. Flor vê ameaçado o lugar que ganhou nesta família e Maria faz-lhe uma marcação cerrada. O perigo de ser devolvida à casa de acolhimento é real, mas Flor não se deixará vencer facilmente.