A Protegida

Mariana Vilalobos

Matilde Reymão

É corajosa e teve uma vida privilegiada, mas com uma superproteção até ao momento em que o pai, Carlos, morre. Tempos depois, a mãe assume uma relação com Jorge, um homem de quem se tornou, emocionalmente, dependente. Vê nesta relação o reflexo da dependência e toxicidade que rejeita no amor. Não confia nos homens e acredita que o amor é uma fraqueza, isto devido ao trauma causado pela suspeita de que José Diogo tenha matado o seu pai. Nunca se envolveu, sexualmente, com um homem, mas mantém intactas a enorme alegria e positivismo que sempre a caracterizaram, apesar das adversidades da vida. A maior prova disso é a sua gratidão em relação ao que a vida dá: o prazer de cozinhar, de viver intensamente. É uma defensora da igualdade, uma feminista. Na fábrica da família, estes são os pilares essenciais: não existe desigualdade de género ou identidade. Foi criada em liberdade em Vale do Rio, Elvas, uma planície alentejana. É despachada, um furacão. Como consequência, está habituada a decidir tudo sozinha e a não escutar mais ninguém. Por ser um espírito livre, vai impor muitas dificuldades ao trabalho de guarda-costas de José Diogo. Vai tentar driblar o amor que sente por ele, quando perceber que este não é um sentimento que ficou arrumado no passado.