Marina Oliveira
Dina Félix da Costa
Da pequena aldeia onde nasceu no Alentejo, Courelas de Sal, perto da zona de Montemor-o-Novo, Marina só tem saudades do calor abrasador do verão, do frio intenso do inverno, das paisagens a perder de vista e do contacto com a água de uma represa que existia perto da sua casa, a Lagoa das Garças Brancas. Marina sempre foi muito dinâmica e conseguiu vir para Lisboa trabalhar muito cedo e, ao mesmo tempo, dedicar-se àquilo que gostaria de abraçar em termos profissionais: as danças de salão. Começou a praticar assim que chegou a Lisboa e a sua especial apetência levou a que a direção da Academia onde dançava a convidasse para dar aulas e lhe arranjasse um par para que ela pudesse entrar em competições, nacionais e internacionais, sobretudo no tango para que parecia ter nascido. O casamento e os dois filhos mais velhos interromperam esse sonho e, com o passar dos anos, Marina foi-se sentindo cada vez mais perdida. Gostava de cozinhar, gostava da família mas achava sempre que lhe faltava alguma coisa. Quando Catarina e Nicolau chegaram à adolescência e deixaram de precisar tanto dela, Marina chegou retomou a dança como professora mas, de novo, uma inopinada gravidez quase a ia fazendo desistir. Só que, desta feita, um encontro inesperado com um novo amor transformou completamente a sua vida.