No dia 31 de dezembro de 2025, Pedro Bianchi Prata, piloto experiente e noivo da apresentadora Maria Botelho Moniz, recorreu às redes sociais para partilhar uma reflexão profunda e emotiva sobre o Rali Dakar, prova que marcou grande parte da sua vida pessoal e profissional.
Com um percurso sólido no desporto motorizado, Pedro Bianchi Prata relembrou que já terminou o Dakar 12 vezes, dez delas em mota e duas em SSV, tendo acompanhado a prova nos três continentes por onde passou. Mais do que uma paixão, o piloto sublinhou o respeito absoluto que sente pela competição, considerada uma das mais duras do mundo.
Ao longo da sua carreira, desempenhou vários papéis no Dakar: piloto, navegador, team manager e coordenador de equipas oficiais, experiências que lhe permitiram alcançar resultados de destaque. Entre eles, pódios, vitórias em etapas e um Top 5 da classificação geral com a sua própria equipa, num ano em que o domínio das equipas oficiais parecia incontestável.
Ainda assim, Pedro Bianchi Prata destacou que o maior orgulho não está apenas nos resultados desportivos, mas sobretudo no impacto que teve em outros pilotos portugueses. Muitos dos atletas que hoje competem no Dakar ou nos ralis do deserto deram os primeiros passos com o seu apoio, nas suas equipas ou escolas, onde tiveram o primeiro contacto com o deserto e com a exigente leitura do roadbook.
Apesar das saudades confessadas, o piloto foi claro ao afirmar que regressar ao Dakar apenas por estar já não o motiva. O seu foco está em projetos com verdadeira ambição, como voltar em 2027 com uma mota elétrica e lutar pela vitória nessa categoria, ou regressar como navegador integrado num projeto capaz de discutir o triunfo.
A reflexão incluiu também um momento de homenagem. Pedro Bianchi Prata recordou amigos que perderam a vida no Dakar e no deserto, pessoas com quem partilhou pistas, bivouacs, sonhos e silêncios. Uma lembrança dura, mas necessária, que reforça a sua mensagem principal: o Dakar não perdoa.
“O deserto não perdoa pilotos, não perdoa navegadores, não perdoa motos nem carros”, escreveu, sublinhando que só quem aprende a respeitar verdadeiramente a prova consegue chegar ao fim em segurança.
No final da publicação, deixou uma mensagem de apoio e um desejo sincero a todos os pilotos portugueses e participantes da edição atual do rali: “Voltem para casa, inteiros.”
Uma reflexão que marcou o encerramento de 2025 e reforçou o profundo respeito de Pedro Bianchi Prata por uma das competições mais exigentes do desporto mundial.