Estes são 5 sinais de que poderá ter crescido numa família disfuncional

  • TVI Novelas
  • 12 nov, 10:22
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Crescer numa família disfuncional pode influenciar as relações na vida adulta, a autoestima e a forma como se lida com conflitos.

Crescer numa família disfuncional pode ter um impacto profundo em qualquer pessoa. Pode influenciar as relações na vida adulta, a autoestima e a forma como se lida com conflitos. Felizmente, nunca é tarde para aprender hábitos saudáveis de relacionamento e estabelecer limites.

A psicoterapeuta familiar norte-americana Annie Wright explica, em resposta ao Business Insider, que as primeiras relações com pais ou cuidadores moldam profundamente as relações futuras.

“As famílias transmitem mensagens, implícita e explicitamente, sobre o que é permitido e o que não é num sistema familiar”, explicou a especialista. “Na idade adulta, isso geralmente manifesta-se com parceiros românticos, amigos, colegas e chefes.”

O artigo do Business Insider destaca vários sinais que indicam que pode ter crescido numa casa disfuncional, e o que pode fazer para quebrar este ciclo.

1. É demasiado exigente consigo mesmo

Annie Wright explica que pessoas que crescem em famílias disfuncionais tendem a desenvolver baixa autoestima ou padrões de pensamento negativos, como “pensar muito mal de si mesmas ou ter pensamentos muito rígidos sobre si mesmas e os outros”.

Por exemplo, se foi criado por um pai excessivamente crítico, pode ser difícil “desligar essas vozes críticas na cabeça”, refere a psicóloga.

2. Tem dificuldade em regular as emoções

A desregulação emocional ocorre quando alguém não consegue aceder, identificar ou expressar adequadamente os seus sentimentos.

De acordo com Annie Wright, “os cuidadores, desde muito cedo, são aqueles que ensinam as crianças a sentir as suas emoções”. Pais emocionalmente saudáveis ajudam-nas a reconhecer sentimentos como a raiva ou a tristeza e a encontrar formas seguras de lidar com emoções desconfortáveis.

No entanto, quem cresceu com pais emocionalmente imaturos ou abusivos pode ter recebido mensagens para reprimir as emoções, dificultando a gestão emocional na vida adulta.

3. Tem um estilo de apego inseguro

Mesmo reconhecendo que a família foi disfuncional e desejando ser diferente, muitos adultos têm dificuldade em estabelecer relações saudáveis — sejam elas amorosas, de amizade ou profissionais.

“Se tem dificuldade em encontrar, criar e manter relacionamentos saudáveis e seguros, isso pode refletir o seu estilo de apego”, explicou Annie Wright ao Business Insider.

Segundo a teoria do apego, existem quatro tipos principais: seguro, ansioso, evitativo e desorganizado. Os três últimos podem desenvolver-se como resultado de um ambiente familiar disfuncional.

A boa notícia é que, segundo a especialista, os estilos de apego são flexíveis, e é possível modificá-los na idade adulta através de autoconhecimento e trabalho emocional.

4. Tem dificuldade em lidar com conflitos

A forma como gerimos conflitos está profundamente ligada à dinâmica familiar da infância, refere Annie Wright.

Por exemplo, se cresceu com pais reativos, que “explodiam ao primeiro sinal de conflito”, ou com pais emocionalmente ausentes, é provável que tenha aprendido que “o conflito não é um lugar seguro”.

Por outro lado, se teve um pai passivo que se afastava diante de emoções desconfortáveis, pode ter interiorizado que o melhor é “engolir” os problemas para manter a paz.

5. Sofre de problemas de saúde

Os efeitos emocionais de crescer numa família instável ou negligente podem manifestar-se fisicamente, alerta a psicóloga.

A insónia, o stress e a ansiedade podem estar ligados ao tipo de relação que se teve — ou ainda se tem — com a família.

“A insónia, o stress e a ansiedade podem estar ligados ao relacionamento passado ou atual com a nossa família”, explicou Annie Wright ao Business Insider.

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