Patrícia Candoso, atriz que conquistou o público português ao interpretar Sara na primeira temporada de “Morangos com Açúcar” (2003), voltou recentemente a ganhar destaque, desta vez não pelo seu percurso na representação, mas pelo seu envolvimento ativo na defesa da cultura portuguesa.
Nos últimos meses, a atriz recorreu às redes sociais para alertar para a situação do Teatro Maria Vitória, em Lisboa, uma das salas mais emblemáticas da capital. Num vídeo de forte tom reivindicativo, Patrícia Candoso criticou a falta de atenção ao espaço por parte da Câmara Municipal de Lisboa, sublinhando a importância de preservar o património cultural.
“Hoje decidi tomar a iniciativa de partilhar este vídeo. Porque ficar à espera, em silêncio, para mim é deixar morrer. O Teatro Maria Vitória faz parte da história do nosso teatro e da nossa cidade. Não podemos aceitar que uma sala tão importante permaneça fechada. Este é um manifesto de solidariedade com todos os que fazem este teatro viver: artistas, técnicos, equipa e público. Se sentirem o mesmo, partilhem, comentem e ajudem a dar voz a este manifesto. O Teatro Maria Vitória tem de voltar a levantar o pano.”
Mais recentemente, a atriz voltou a atualizar os seguidores com uma nova publicação, desta vez trazendo boas notícias: o processo avançou e foram finalmente aprovadas medidas para o futuro do teatro.
“Há quase três meses fiz um apelo, um apelo simples, que o Teatro Maria Vitória não fosse esquecido. Hoje, felizmente, há resposta. Foi aprovada a atribuição de uma verba para apoio extraordinário ao teatro, depois de meses de portas fechadas, de incertezas, de um risco real para a continuidade da atividade e dos postos de trabalho.”
Patrícia Candoso destacou ainda a importância da mobilização pública e fez questão de agradecer a todos os envolvidos no processo, incluindo a autarquia lisboeta.
“Quero começar por agradecer a todos os que se juntaram a esta voz e partilharam e não deixaram cair o tema no esquecimento. Também um agradecimento à Câmara Municipal de Lisboa, ao vereador da cultura e a todos os envolvidos de todos os partidos por ouvirem e por agirem.”
A atriz sublinhou também que a sua intervenção nunca teve um caráter político, mas sim cultural e humano, defendendo a importância de valorizar o setor artístico.
“A verdade é que a burocracia é lenta. Lenta demais quando há vidas, trabalho e cultura em suspenso. Relembro que os nossos apelos nunca foram ataques, foram mesmo o que são. Apelos para que não se esquecesse um teatro, uma equipa e um público. Enquanto artista, eu movo-me pelo amor à cultura, não por cores partidárias. E é nesse lugar que falo e continuarei a falar. Agora sim, há um caminho definido e isso já é mais do que tínhamos ontem. Porque quando há vontade, a cultura encontra sempre uma forma de voltar a subir ao palco.”
A atriz resumiu ainda a evolução do processo com uma mensagem clara: “Finalmente respostas! Achei importante dar o mesmo destaque a este assunto. O @teatromvoficial vai finalmente entrar em obras, requalificação do edifício. Continuaremos atentos!”
A publicação gerou várias reações de apoio por parte de seguidores e figuras públicas, que elogiaram a postura da atriz e o impacto da sua intervenção.
Entre os comentários, destacaram-se mensagens como “Falou e disse!”, “Sejam felizes” e “Fizemos o caminho juntos. Vamos agora avançar com as obras necessárias para que a catedral do teatro de revista volte a ser devolvido ao público e que vocês possam regressar às tábuas do palco.”
Com este desfecho, Patrícia Candoso vê agora o seu apelo ganhar resultados concretos, num processo que reforça a importância da mobilização pública na preservação do património cultural português.