A atriz Sofia Aparício, a deputada Mariana Mortágua e o ativista Miguel Duarte integraram a Flotilha Humanitária rumo a Gaza, uma missão internacional de apoio à população palestiniana. No entanto, a viagem terminou de forma dramática quando o navio em que seguiam foi intercetado por forças israelitas, resultando na detenção dos três portugueses durante vários dias.
Sofia Aparício, que agora regressou a Portugal, partilhou uma carta com um relato angustiante sobre o que viveu durante a detenção. «Estou bem. Não nos tratam bem. Nem água ainda deram. Para comer, só pimentos crus com iogurte. Fomos postas numa jaula», escreveu a atriz, descrevendo as condições desumanas a que terão sido sujeitas.
A missão da flotilha tinha como objetivo levar ajuda humanitária a Gaza, mas acabou por ser travada pelas autoridades israelitas ainda em águas internacionais. A detenção dos tripulantes gerou preocupação e indignação internacional, com várias organizações e personalidades a exigirem a libertação dos participantes.
Após dias de incerteza e tensão, os três portugueses foram finalmente repatriados este domingo, 5 de outubro de 2025, chegando a Portugal sãos e salvos.
Sofia Aparício, visivelmente emocionada com o regresso, sublinhou que esta experiência marcou profundamente todos os envolvidos. O episódio trouxe novamente à tona o debate sobre as ações humanitárias em zonas de conflito e os riscos enfrentados por quem tenta prestar auxílio em territórios sob bloqueio.