Fredy Cruz

Lourenço Ortigão

Nasceu em Lisboa, numa família de classe média-baixa disfuncional. O pai era embarcadiço. A mãe trabalhava em limpezas. Fredy cresceu entregue a si próprio e cedo teve de apreender a defender-se. Ainda era adolescente quando se envolveu com um gangue de delinquentes. Foi apanhado e condenado a passar uns anos num Estabelecimento Correcional onde era suposto ser reabilitado, mas que serviu para o imergir mais ainda no submundo da delinquência. Durante essa época, quando fazia trabalho comunitário, conheceu Glória que estava na mesma situação. Quando ambos saíram em liberdade e voltaram para as respetivas famílias, mantiveram o contacto. Mas quando Fredy voltou para casa, verificou que a mãe tinha um namorado que chocava de frente com ele. Os conflitos agravaram-se e a mãe acabou por expulsar Fredy de casa. Ainda sem a escolaridade obrigatória cumprida, e sem perspetivas de trabalho, tudo voltou ao que era dantes. Nessa altura, Glória foi vítima da ganância do seu pai, que a vendeu a um homem árabe. No dia seguinte, tanto Glória como o homem tinham desaparecido. Glória tinha pedido ajuda a Fredy. Contou-lhe que tinha acordado ao lado do homem e que este estava morto. Estava aterrorizada. Não queria voltar para a prisão e Fredy ajudou-a a desfazer-se do corpo. Passaram alguns anos separados. Fredy abancou em casa do irmão mais velho que era solteiro e trabalhava como bagageiro num aeroporto de Lisboa. Recentemente, Fredy e Glória voltarem a encontrar-se. Sempre como amigos mas na verdade apaixonados. Um dia, os restos mortais do homem árabe são encontrados e abre-se uma investigação policial. Como se isso não bastasse, o pai de Glória, saído recentemente na cadeia, procura-a, afirmando ter prova de que ela matou o árabe e chantageando-a. Pressionados para arranjarem com urgência uma grande quantidade de dinheiro, Fredy e Glória planeiam uma golpada que terá consequências imprevisíveis e devastadoras.