Fernando

Interpretado por Carlos Cunha
Um homem que é um amor, embora o amor não queira nada com ele.

Na casa dos 60, divorciado, dono da loja de eletrodomésticos. Usa o mesmo estilo desde sempre e não larga os suspensórios, tradição de família e que ele acredita darem sorte. É padrasto de Dália. Cresceu na carrinha do pai, que era vendedor ambulante de eletrodomésticos. Herdou-lhe o negócio muito jovem e construiu fortuna. Largou a carrinha e abriu uma loja na Rua das Flores. Dessa criou uma cadeia. Homem gingão, pintas e o seu grande calcanhar de Aquiles são as mulheres. Durante anos amealhou mulheres, mas nunca casou até ao dia que conheceu Hortênsia, uma mulher casada e com uma filha bebé que largou o marido para ficar com ele. Depois de casada, passou a fazer-lhe a vida negra, era fria, má e consumista. Na ânsia de a agradar, Fernando foi destruindo a fortuna. Com ela primeiro, e depois com outras mulheres, a quem pagava por carinho. Quando o dinheiro desapareceu, junto com ele, desapareceu Hortênsia, que pediu o divórcio e uma pensão choruda. Hortênsia deixou para trás a filha dela para ele acabar de criar. Fernando tem um grande fraco por Rosa, a quem finge acreditar nas cartas que lhe deita em troco de dinheiro (do pouco que ele vai fazendo com a venda de alguns eletrodomésticos).