Para Carolina Pinto, a noite de Natal nem sempre é feita apenas de mesas cheias, sorrisos e fotografias perfeitas. Este ano, a influenciadora recorreu às redes sociais para partilhar um desabafo sincero sobre o lado menos visível do dia 24 de dezembro, marcado pelo cansaço, pela ausência sentida e pela exaustão acumulada.
«O dia 24 é sempre agridoce. Mesa posta, expectativa… e também cansaço, silêncio e ausência sentida», escreveu, num texto publicado no seu Instagram.
Grande parte da reflexão foi dedicada a Marco Costa, que, enquanto muitos já abrandam nesta altura do ano, vê o ritmo de trabalho intensificar-se. «Enquanto muitos já abrandaram, ele acelera. Foram mais de 48 horas acordado, a dar tudo de si para que o Natal chegasse à mesa de tantas famílias», partilhou.
Carolina admite que nem sempre é fácil lidar com esta realidade e questiona como é possível aguentar tamanha exigência. «Confesso que não sei como é que ele aguenta. Como tem a capacidade de suportar tantas horas, tanto trabalho, tanta exigência». Ainda assim, acredita que a resposta vai além da resistência física: «Acho que não é só resistência, é amor. Amor à profissão que escolheu e amor ao seu pai, que lhe passou muito mais do que um ofício».
Apesar do cansaço extremo, Marco fez questão de marcar presença na noite de Natal. «Mesmo exausto, fez questão de estar. Sentou-se connosco, comeu um pouco, tentou sorrir. Mas o corpo acabou por pedir descanso e ele não aguentou muito mais», revelou.
Também Carolina sentiu o peso dos dias intensos, assumindo que não teve energia para se preparar ou registar momentos para as redes sociais. «Eu também não tive a capacidade de me maquiar, de me arranjar, nem tirar as fotos mais bonitas para vos mostrar», confessou, acrescentando: «Os dias são duros, e para quem não está habituado, custam ainda mais. Às vezes sobreviver ao dia já é tudo o que conseguimos».
Já passava das duas da manhã quando a influenciadora escreveu o desabafo, ainda acordada, rodeada pela energia dos filhos. «Tenho dois filhos doidos com as prendas, cheios de energia, de riso, de vida. E no meio do cansaço extremo, é isso que me segura», admitiu, sem esconder que a sua própria energia estava a chegar ao limite.
Apesar do tom honesto e vulnerável, Carolina fez questão de deixar uma nota de gratidão. «Não me falta nada», escreveu, com humor, acrescentando apenas que sentia falta «do polvo da minha sogra amanhã».
Um testemunho realista e emotivo que mostra que, para lá da imagem idealizada, o Natal também pode ser feito de esforço, entrega e resistência e, sobretudo, de amor. ✨