Cláudio Ramos acaba de encerrar um ciclo na sua vida que durou dez anos. O apresentador da TVI revelou que está a mudar de casa e fez uma partilha emotiva sobre a mudança.
No Instagram, Cláudio Ramos partilhou duas fotografias especiais: uma captada no dia em que se mudou para aquela casa, e uma outra que diz ser a última tirada naquele que foi o seu lar na última década.
«Dez anos separam estas imagens. No dia que me mudei para lá e hoje, o que saí de vez. Lembro-me quando mudei para aqui. Já vivia perto e todos os dias descia esta rua. Há dez anos, o prédio chamava a atenção, estava em obras de recuperação, tinha uma traça tradicional e era azul», começou por recordar.
E prosseguiu: «Um dia, entrei na obra e perguntei se não estavam apartamentos para alugar. Uma senhora simpática que estava carregada de papéis e tinha dois telemóveis na mão gostou de mim e disse que de imediato não havia nada, mas que estavam a fazer obras num dos apartamentos e que estaria disponível dali a meses, mas para ficar com ele teria que o alugar logo e esperar que estivesse concluído, sem saber quando tempo demorava. Pensei um pouco, ia pagar naquele tempo mais 250 euros do que na outra casa e fazia-me muita diferença. Depois de fazer contas, decidi que sim. À medida que ia ficando pronta, fui-me apaixonando por ela.»
Cláudio Ramos faz reflexão emotiva: «Como não me apaixonar?»
Nostálgico, Cláudio Ramos recordou o dia em que lhe entregaram a chave de casa. «Lembro-me de que, no dia em que me entregaram a chave, fiquei encantado com a luz que inundava a sala. Era uma tarde quente, cheia de sol e, de repente, duas línguas de luz entravam descaradamente por duas sacadas gigantes e descansavam no chão lindo de madeira. Como não me apaixonar por aquilo?!», escreveu.
«A vida seguiu e, de repente, passaram dez anos. Aqui, vivi uma boa fatia da minha vida. Coisas boas, muito boas e umas quantas péssimas. Lembro-me de todas porque todas fizeram parte. De vez em quando, olhava para cantos desta casa e revivia momentos bons. Só os bons», acrescentou.
«Todas as casas têm um cheiro que lhes é característico. Esta também tinha e, assim que abria a porta de madeira, depois de subir os 43 degraus que me separavam da rua, sentia-o. Nunca me queixei de não ter elevador. Não gosto de elevadores. Mas gostava muito da minha casa. Vou, durante muito tempo, lembrar-me dos degraus que subia, do cheiro que tinha e das grossas línguas de sol que nela habitavam sem pedir autorização. A porta era azul. Não há coincidências», findou.
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