Um ano depois da morte da mãe, Manuel Luís Goucha abriu o coração numa conversa com Rui Simões e Mafalda de Castro, no podcast «Bate Pé».
«A perda é largamente compensada com a gratidão que tenho pelo facto de a ter tido 69 anos. Tive mãe durante os meus 69 anos. Quando converso com pessoas cujos pais morreram aos 10, 12 ou aos 20 penso: “Que privilégio que tive”. A minha mãe morreu aos 101 e lúcida. Estava ótima», partilhou o apresentador da TVI.
Com a sua habitual franqueza, Goucha recordou episódios que ainda hoje o fazem sorrir: «Ela era torcida. Mesmo as coisas mais torcidas dela dão-me imensa vontade de rir. Dizia coisas incríveis. Na última semana da vida dela, teve uma infeção urinária. Em Coimbra, foi para o Hospital da Luz. Liguei-lhe e ela disse: “Isto não é lá grande coisa”. Isto não é lá grande coisa? Isto tem muita graça, não tem?».
O comunicador frisou ainda a ligação especial que sempre teve à progenitora: «A relação que tinha com a minha mãe era muito umbilical».
«Não era uma mulher de afetos, mas depois deixa-me surpreendentemente uma carta de amor que tinha escrito 20 anos antes, quando achou que ia morrer», recordou ainda.
Manuel Luís Goucha também abriu o coração sobre a relação com Rui Oliveira, com quem partilha a vida há 26 anos e está casado há sete. O apresentador da TVI falou sobre a fórmula que considera essencial para a durabilidade e harmonia da relação.
Segundo Goucha, a base do casamento assenta na ideia de “eu, tu e nós”. Essa dinâmica passa por manter momentos individuais, respeitar a autonomia de cada um e valorizar aquilo que fazem em conjunto. Manuel deu como exemplo o facto de nunca deixa de viajar sozinho, isto é, quando Rui não o consegue acompanhar. Porém, também preserva os momentos a dois, fundamentais para o equilíbrio da vida em comum.
No podcast, o apresentador abordou ainda a forma como o casal lida com as discussões. Apesar de confessar que gosta de debater, Goucha explicou que Rui tem uma grande capacidade de argumentação, ao ponto de o fazer duvidar das próprias certezas. Por isso, decidiu adotar uma nova estratégia: não prolongar o conflito e afastar-se quando sente que a conversa não o favorece.
O comunicador destacou também o papel transformador de Rui Oliveira na sua vida. Descreveu-o como o seu “lado festivo”, responsável por lhe trazer leveza, alegria e o poder do riso. Goucha recordou que muitas vezes se riem juntos de situações simples e até banais, sublinhando que, ao lado de Rui, nada é vivido com dramatismo.
Com esta partilha intimista, Manuel Luís Goucha mostrou uma vez mais a cumplicidade que mantém com o marido e a forma como ambos encontraram um equilíbrio que lhes permite continuar a escrever uma história sólida de amor e parceria.