Marcelo Palma foi um dos amigos mais próximos de Maycon Douglas que mais deu a cara após o desaparecimento do jovem na madrugada de 31 de dezembro de 2025. Depois de ter sido encontrado um corpo perto do local do desaparecimento, coube a Marcelo Palma reconhecer o corpo do amigo. Semanas após a confirmação da morte do ex-concorrente, o jovem veio a público contar como lidou com este procedimento.
Marcelo Palma é dono de uma agência funerária. Ainda assim, relatou que foi uma dor inexplicável e que reconheceu o corpo do amigo no sentido de proteger a mãe e o melhor amigo do jovem:
«O reconhecimento do corpo foi algo muito ponderado, mas alguém tinha de o fazer e era uma situação em que conseguia proteger tanto a mãe como o melhor amigo. Até hoje, não sei o que senti nem o que sinto. Sinto um vazio gigante, continua a ser muito surreal, muito difícil de digerir e de aceitar que tudo isto é real. Senti-me sem chão. Os meus dias foram praticamente passados a chorar, foi um impacto gigante e psicologicamente foi algo que me afetou muito», começou por relatar Marcelo Palma à TV7 Dias.
O jovem deixou ainda claro que se sentiu na obrigação de ser ele a fazê-lo pelo amigo: «Sentimento de que era a última coisa que eu poderia fazer. Sinto que tenho de ser eu a fazer, mais ninguém», acrescentou.
Desde o desaparecimento de Maycon Douglas, Marcelo Palma contou ainda como se tem sentido:
«Tem sido muito intenso. Desde o dia 1 de janeiro que vivo um misto de emoções, pouco descanso, e muita coisa para assimilar e gerir, o que não foi fácil. Cada pessoa tem a sua maneira de viver o luto. Não sou de julgar o luto de ninguém, até devido à minha profissão. Fui para a Nazaré por volta da hora de almoço do dia 1 de janeiro, porque percebi que as coisas estavam cada vez mais estranhas. Sabia que o dia 31 de dezembro era importante para o Maycon e que ele sempre desejou atuar nesse dia, por isso, achei estranho o silêncio.»