No «Momento Certo», Rosa e Avelino cresceram com a cumplicidade de quem partilha o mundo. Entre brincadeiras de infância e competições no campo, eram inseparáveis, mas o destino tinha outros planos. A ida de Avelino para a Guerra em Angola marcou o início de uma distância que o regresso a casa não conseguiu curar.
Após ser expulso da casa da família e desaparecer sem rasto, Avelino surgiu apenas uma última vez, no funeral da mãe. Foi nesse momento que Rosa lhe deixou um apelo simples: “Vai escrevendo cartas para mim”. O pedido, no entanto, nunca obteve resposta. Hoje, 50 anos depois, Rosa vive entre a memória da batota inocente nas brincadeiras e a angústia de um silêncio que o tempo teima em não quebrar. Uma história de saudade, mistério e a eterna esperança de um reencontro.