TVI de luto pela morte de famosa atriz, menos de um mês depois de ter celebrado o seu aniversário - V+ TVI1224
Foto: Freepik/mdjaff

TVI de luto pela morte de famosa atriz, menos de um mês depois de ter celebrado o seu aniversário

  • Carina Oliveira
  • 10 dez 2025, 14:20

O derradeiro adeus à artista realiza-se nesta quarta-feira, 10 de dezembro de 2025, que esteve em grande destaque no programa "V+ Fama"

A TVI está de luto pela morte de uma das mais famosas atrizes portuguesas. Nesta quarta-feira, 10 de dezembro, realiza-se o funeral de Anita Guerreiro, que faleceu no passado domingo, dia 7, menos de um mês depois de ter celebrado o seu 89.º aniversário.

A notícia foi dada pela Casa do Artista, onde residia há alguns anos. O falecimento ocorreu durante o sono, concluindo-se tratar-se de uma causa natural.

No velório compareceram várias figuras públicas do meio artístico. Veja as imagens partilhadas no V+ Fama.

De menina dos bairros de Lisboa a “Voz de Lisboa”: o percurso de Anita Guerreiro

Nascida como Bebiana Guerreiro Rocha Cardinalli, a 13 de novembro de 1936, na freguesia dos Anjos, Lisboa, Anita começou a cantar com apenas sete anos na coletividade local Sport Clube do Intendente. Em 1952, participou no concurso radiofónico Tribunal da Canção, no programa “Comboio das Seis e Meia”. A sua prestação impressionou e chamou a atenção do produtor, que a lançou como Anita Guerreiro, estreando-a no mítico Café Luso.

A partir daí, iniciou uma carreira profícua nas décadas seguintes, notabilizando-se no fado, no teatro de revista e nas marchas populares de Lisboa. Foi presença assídua no Parque Mayer, integrando inúmeras revistas e espetáculos de sucesso. Entre os seus êxitos musicais mais celebrados contam-se os temas “Cheira bem, cheira a Lisboa”, “Lição de Amor” ou “O fumo do meu cigarro” - canções que se tornaram parte da memória coletiva lisboeta.

Anita Guerreiro alargou a sua carreira ao cinema e à televisão, participando em diversas novelas e séries da TVI, como Olhos de Água, Nunca Digas Adeus, Os Batanetes Sentimentos, apenas para mencionar algumas. O seu papel como atriz ajudou a cimentar o estatuto de uma artista versátil, capaz de transitar entre o palco, o fado e a ficção televisiva. 

Ao longo de mais de sete décadas de carreira, Anita recebeu diversos reconhecimentos públicos. Entre eles, a Medalha Municipal de Mérito, Grau Ouro da cidade de Lisboa, atribuída em 2004, e o título de “Voz de Lisboa”, consagrando-a como uma referência cultural indelével na capital.

Reações ao falecimento e legado deixado

A partida de Anita Guerreiro suscitou uma onda de homenagens de personalidades do meio artístico e das instituições públicas. O apresentador João Baião, recordando o próprio início da sua carreira no palco, pediu “um grande aplauso para a Voz de Lisboa”.

Também o presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, enviou uma nota de pesar, descrevendo-a como uma “figura da música portuguesa durante muitas décadas”, cuja simpatia e popularidade marcaram gerações. A ministra da Cultura considerou-a “uma voz do fado que também se afirmou no teatro de revista e na televisão”, e “uma referência histórica nas marchas populares de Lisboa”.

Para muitos, Anita representava a alma de Lisboa: entre fado, revista, marchas populares e televisão, soube ser múltipla, versátil e agradável. O seu falecimento aos 89 anos marca o fim de uma era — e deixa um legado insondável no património cultural português.

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