O comportamento de Diane Staudte após a morte do marido e do filho deixou todos perplexos — e acabaria por expor um terrível segredo de família.
Mark Staudte, de 61 anos, faleceu no Domingo de Páscoa de 2012, na cidade de Springfield, Missouri (EUA), depois de vários dias a apresentar sintomas semelhantes a uma gripe. Durante o encontro após o memorial, Diane parecia estar a organizar uma festa, contou um amigo e antigo colega de banda de Mark à revista PEOPLE.
"Não havia tristeza. Pensei que talvez fosse apenas a forma dela lidar com o luto," recordou o homem.
Um padrão inquietante
Cinco meses depois, uma nova tragédia abalou a família: Shaun, filho do casal, de 26 anos, também morreu, com sintomas semelhantes aos do pai. Na altura, o médico legista concluiu que Shaun teria morrido devido a complicações de saúde anteriores, relacionadas com crises epiléticas.
No entanto, algo parecia estranho: Diane mostrou-se igualmente indiferente à morte do filho. Segundo Michael Staudte, irmão de Mark, a família só soube do falecimento por meio de um outro parente, uma vez que Diane nem sequer realizou um memorial para Shaun.
Um alerta anónimo muda tudo
Em junho de 2013, a filha de Diane, Sarah, então com 24 anos, foi hospitalizada em estado grave, também com sintomas semelhantes a uma gripe, que rapidamente evoluíram para falência múltipla de órgãos.
Enquanto Sarah lutava pela vida, a polícia recebeu um telefonema anónimo. O autor era o pastor da igreja frequentada por Diane, que relatou o comportamento estranho da mulher após as mortes sucessivas na família.
"Ele estranhou a total falta de emoção de Diane depois da morte do marido e do filho," explicou o detetive Neal McAmis à PEOPLE.
O envenenamento com anticongelante
Inicialmente, Diane negou qualquer envolvimento nas mortes. No entanto, durante o interrogatório, acabou por fazer uma confissão chocante:
"Resumindo... eu sabia que eles estavam a beber anticongelante," disse.
Quando questionada se tinha administrado a substância, Diane respondeu:
"Não sabia o que mais fazer."
Diane explicou que colocou anticongelante na bebida do marido durante três dias, recusando-se a levá-lo ao hospital, afirmando que "já o odiava". Em relação a Shaun, referiu que o considerava "um estorvo" por não trabalhar, e que usou o mesmo método contra a filha Sarah, devido a empréstimos universitários que esta não conseguia pagar.
O diário que revelou a cumplicidade da filha
Durante a investigação, a polícia encontrou garrafas de refrigerante, anticongelante e um diário pertencente a Rachel, a filha favorita de Diane. No diário, Rachel descrevia a morte iminente do pai e do irmão:
"É triste perceber como o meu pai irá morrer nos próximos dois meses... e o Shaun seguirá pouco depois."
Inicialmente, Rachel tentou justificar-se dizendo que eram apenas "sonhos", mas acabaria por confessar a sua participação nos crimes. Rachel afirmou que Diane considerava Shaun "desnecessário" e Sarah "igualmente inútil".
Rachel foi detida no dia seguinte à mãe.
Justiça feita
Em 2016, Rachel declarou-se culpada dos assassinatos do pai e do irmão, bem como da tentativa de homicídio da irmã Sarah. Foi condenada a duas penas de prisão perpétua, mais 20 anos de prisão. Só poderá requerer liberdade condicional após 42 anos e meio.
Diane Staudte também se confessou culpada de dois homicídios e foi condenada a prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional.
Uma perda irreparável
Um outro amigo e colega de banda de Mark lamentou profundamente o sucedido:
"Perdemos. Todos nós perdemos," declarou à PEOPLE.
A tragédia deixou uma marca profunda na comunidade e permanece como um dos casos mais macabros e incompreensíveis de homicídio familiar nos EUA.