Deixa as chaves do lado de dentro da porta quando está em casa? Especialistas alertam para o perigo - V+ TVI1224
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Deixa as chaves do lado de dentro da porta quando está em casa? Especialistas alertam para o perigo

  • Redação V+ TVI
  • 22 jul 2025, 09:02

É um hábito que muitos portugueses têm, já que aumenta a sensação de segurança, no entanto, pode ter o efeito contrário

É comum que muitas pessoas, ao trancarem a porta de casa por dentro, principalmente à noite, optem por deixar as chaves na fechadura do lado interior. Esta prática, frequentemente associada a uma maior sensação de segurança, pode, no entanto, representar um risco considerável.

De acordo com um especialista ouvido pelo IOL, este gesto proporciona apenas uma “falsa” sensação de segurança e pode ser prejudicial em determinadas situações. Nuno Félix, diretor comercial da empresa Chaves do Areeiro, explica: «A opção de, quando se tranca a porta, retirar a chave da fechadura é, de facto, importante. Mas, muitas pessoas deixam lá a chave como uma segurança adicional para não se colocar chaves por fora.»

Apesar de parecer uma medida protetora contra intrusos, deixar a chave na fechadura do lado de dentro pode dificultar o socorro em caso de emergência. «Correm o risco em termos de segurança, caso tenham um problema e não possam ser socorridas rapidamente devido a este bloqueio», sublinha o especialista. Em situações como uma emergência médica durante o sono ou uma queda que imobilize a pessoa, familiares, amigos ou vizinhos não conseguirão entrar rapidamente para prestar auxílio.

Outro fator a ter em conta é que a maioria das fechaduras utilizadas nas habitações em Portugal, mesmo aquelas equipadas com cilindros de perfil europeu, «não vêm com embraiagem ou sistema antipânico», referiu Nuno Félix ao IOL. No entanto, já existem no mercado cilindros com este sistema incorporado ou com a possibilidade de o incluir.

As fechaduras mais comuns nas casas portuguesas continuam a não permitir a abertura da porta a partir do exterior se houver uma chave inserida do lado de dentro. Isto deve-se, em grande parte, ao uso generalizado de chaves de duplo palhetão, que, além de não suportarem o sistema antipânico, são ainda vulneráveis à utilização de gazuas em tentativas de assalto.

Perante este cenário, o especialista aconselha a adoção de soluções mais modernas que conciliem segurança contra intrusões com a possibilidade de assistência rápida em situações de emergência. “Tendo em conta a segurança residencial em termos de assaltos, bem como a possibilidade de ser assistidos em caso de eventual necessidade, o ideal é optar por modelos mais recentes de fechaduras de perfil europeu com cilindro de segurança e com opção antipânico”, conclui Nuno Félix.

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