Mulher, de 42 anos, põe fim à vida para «proteger os filhos» e deixa apelo emotivo nas redes sociais - V+ TVI1224
Foto: Instagram @stupid_mnd

Mulher, de 42 anos, põe fim à vida para «proteger os filhos» e deixa apelo emotivo nas redes sociais

  • Carina Oliveira
  • 17 jul 2025, 12:46

A ativista pelos direitos à morte com dignidade tomou a decisão após diagnóstico terminal

Emma Bray, mãe britânica de 42 anos, decidiu pôr fim à própria vida através da prática conhecida como VSED (“voluntariamente parar de comer e beber”), com o objetivo de poupar aos filhos o trauma de assistirem ao agravamento da sua doença neurológica terminal, segundo relato recente da revista PEOPLE.

Há dois anos, Emma foi diagnosticada com esclerose lateral amiotrófica (motor neuron disease – MND; ELA, em português), uma doença degenerativa que ataca os neurónios motores responsáveis por funções vitais como respirar, falar, engolir e caminhar. Na doença avançada, já não consegue usar os membros, a fala tornou-se comprometida, alimentar-se tornou-se difícil e até respirar se revela uma tarefa extenuante .

A ativista pelos direitos ao fim da vida com dignidade, que colaborava com o grupo Dignity in Dying, destacou que o atual cenário legal no Reino Unido não lhe permitia controlar o momento e a forma da sua morte, e que a VSED foi a única opção viável para evitar um declínio dramático.

Emma explicou que não queria morrer. Queria morrer circundada por amigos, pela família, com música e risadas, e não num estado emergencial após mais deterioração. Refere-se ainda aos filhos, de 15 e 14 anos, afirmando que “o meu último acto de maternidade é limitar o sofrimento e o trauma que têm de testemunhar”.

A ação de Emma encerra com uma última mensagem publicada na sua conta Instagram @stupid_mnd a 14 de julho, onde declarou ter “completado a minha última volta ao sol” e convidou quem a acompanhou a plantar uma árvore, praticar um acto de bondade ou simplesmente contemplar um pôr do sol em memória dela. Finalizou com um apelo a que se abracem mais e se ame abertamente, lembrando que cada momento partilhado conta .

O caso surge num momento em que o Parlamento do Reino Unido aprovou uma legislação para legalizar o suicídio assistido para adultos com doença terminal, o chamado Terminally Ill Adults (End of Life) Bill, numa votação de 314 a 291, abrindo caminho a uma mudança histórica no país.

Também em Portugal têm sido tornado públicos vários casos de ELA, entre eles o de Anabela, que marcou presença no programa do Goucha, no final de 2024.

Veja algumas das fotos partilhadas por Emma na sua conta de Instagram nestes últimos anos, bem como a sua última publicação.

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