Há eletrodomésticos que dão sinais antes de “morrerem”, mas muitos de nós não reconhecemos esses avisos como verdadeiros pedidos de socorro. Um dos exemplos mais comuns é o frigorífico. O problema é que, quando finalmente percebemos que algo está errado, já é demasiado tarde: a comida estraga-se, a carne descongela e o prejuízo vai muito além do custo da reparação. Perde-se também tudo o que estava guardado… e, frequentemente, a paciência.
A realidade é que, provavelmente, o seu frigorífico já lhe tinha dado sinais claros de que algo não estava bem. O problema é que não soube interpretá-los — e assim a avaria acabou por acontecer.
O primeiro sinal é o barulho diferente. Não é necessário ser técnico para perceber que um frigorífico saudável mantém um padrão sonoro constante: o motor liga, produz um leve zumbido e desliga de forma previsível. Quando começa a fazer um ruído mais alto ou a funcionar durante muito mais tempo do que o normal sem parar, significa que o compressor está a esforçar-se para manter a temperatura. Isso pode indicar problemas na vedação da porta, acumulação de gelo no evaporador ou até falhas no sistema de refrigeração.
O segundo sinal é a variação de temperatura. Se notar que as bebidas já não estão tão frias como antes, ou que o congelador demora mais a solidificar os alimentos, é hora de ficar atento. Esta variação pode ser gradual e quase impercetível até que, de um dia para o outro, metade do frigorífico esteja a descongelar. Ter um termómetro simples no interior (custam menos de 5€) pode fazer a diferença entre detetar o problema a tempo ou enfrentar uma pesada fatura no conserto do mesmo e na substituição de alimentos.
O terceiro sinal é a presença de água onde não devia estar. Pequenas poças no interior ou no chão, mesmo depois de limpar, indicam que algo não está a drenar como devia. Pode tratar-se apenas de um cano entupido, mas também pode significar que o sistema de refrigeração está a falhar e a condensação não está a ser gerida corretamente.
Assim que detetar algum destes sinais, há medidas que podem tomar: verificar as borrachas da porta (se não vedarem bem, o frigorífico trabalhará o dobro e gastará mais energia), descongelar o congelador (o gelo acumulado reduz a eficiência e força o motor), limpar a grelha traseira (o pó nas serpentinas dificulta a dissipação do calor e pode levar à avaria do compressor) e nunca ignorar ruídos incomuns (um técnico pode resolver o problema por muito menos dinheiro se for chamado cedo).
O maior erro é pensar: “Está a funcionar, logo se vê.” Tal como um carro, se o motor do frigorífico estiver a trabalhar no limite, não vai enviar uma mensagem de aviso no ecrã — simplesmente deixará de funcionar. E, nesse momento, o estrago estará feito. Por isso, da próxima vez que se aperceber de um som estranho, de um funcionamento contínuo ou de uma redução da temperatura, não ignore. Poderá estar a evitar uma avaria cara e a perda de semanas de compras e congelados.
Uma limpeza eficaz pode ser a chave de uma boa manutenção de qualquer eletrodoméstico, por isso, veja, na galeria em cima, o kit de apenas cinco peças que pode resolver os bloqueios do seu frigorífico.