Poucos conhecem, mas este paraíso de águas cristalinas em Portugal está a tornar-se um dos destinos mais procurados do verão - V+ TVI1224

Poucos conhecem, mas este paraíso de águas cristalinas em Portugal está a tornar-se um dos destinos mais procurados do verão

  • Redação V+ TVI
  • 20 jul, 14:20

Um verdadeiro paraíso escondido que deixa qualquer um rendido

Quando pensa em águas turquesa paradisíacas, a sua imaginação viaja automaticamente para destinos como Maiorca, as Maldivas ou as Caraíbas, talvez esteja a esquecer-se de um dos maiores tesouros escondidos de Portugal. Afinal, não é preciso sair do país para encontrar paisagens dignas de um postal tropical.

Portugal está repleto de praias, cascatas e lagoas capazes de rivalizar com alguns dos cenários mais famosos do mundo. Muitas vezes, procuram-se destinos exóticos a milhares de quilómetros de distância, quando a verdade é que alguns dos lugares mais bonitos estão muito mais perto do que se imagina. E há um recanto, em particular, que continua a surpreender quem o descobre: o Poço Azul, no Parque Nacional da Peneda-Gerês.

Situado em plena serra, este verdadeiro paraíso natural destaca-se pelas suas águas cristalinas e pelos impressionantes tons azul-turquesa, capazes de fazer inveja a qualquer destino tropical. Localizado no rio do Conho, entre as aldeias da Ermida e de Fafião, o Poço Azul continua a ser um dos segredos mais bem guardados do Gerês, muito graças ao facto de exigir algum esforço para lá chegar.

A aventura começa junto à Ponte da Cascata do Arado, ponto de partida para um trilho que soma cerca de oito a nove quilómetros, contando com a ida e a volta. O percurso não é especialmente difícil, embora existam algumas zonas mais irregulares e pouco sinalizadas. Por isso, é aconselhável recorrer a aplicações como a AllTrails, cujo mapa facilita bastante a orientação ao longo do caminho.

Mesmo para quem não aprecia particularmente caminhadas, ou até para quem se considera bastante sedentário, o trilho acaba por ser acessível. E a verdade é que o destino final é apenas uma parte da experiência. Ao longo do percurso, sucedem-se paisagens deslumbrantes, árvores, formações rochosas e pequenos recantos escondidos que transformam cada quilómetro numa descoberta.

Talvez seja precisamente essa caminhada que ajuda a preservar a magia do lugar. Ao contrário de outras lagoas e cascatas mais conhecidas do Gerês, o Poço Azul mantém uma sensação rara de tranquilidade e isolamento. Não é difícil encontrar momentos de verdadeira calma e desfrutar do espaço praticamente sem multidões, algo cada vez mais raro nos destinos mais procurados durante o verão.

Chegados ao destino, a recompensa é imediata. As águas transparentes e azuladas do Poço Azul parecem saídas de um filme ou de uma história de sereias. O contraste entre a lagoa, as rochas e a vegetação envolvente cria uma paisagem difícil de esquecer e que rapidamente justifica todos os quilómetros percorridos.

Convém, no entanto, deixar um aviso: a água é extremamente fria. Ainda assim, nos dias de maior calor, é precisamente essa frescura que torna o mergulho ainda mais especial. Entre banhos, piqueniques improvisados e momentos ao sol, este é um daqueles lugares que consegue oferecer algo raro: a sensação de estar num espaço quase intocado, longe da agitação do dia a dia.

Antes de preparar a mochila, há alguns conselhos importantes a ter em conta. O trilho tem cerca de 4,5 quilómetros para cada lado e apresenta uma dificuldade média a elevada, sobretudo devido ao terreno irregular e à falta de sinalização em alguns pontos. O uso de calçado adequado é essencial e, para quem não se sente confortável na água, importa lembrar que a zona junto à queda de água é bastante funda. Além disso, devido à vegetação densa em determinados troços, pode ser uma boa ideia optar por roupa confortável e resistente.

No final, o Poço Azul acaba por ser muito mais do que uma simples lagoa escondida no Gerês. É um daqueles lugares que ficam na memória muito depois da viagem terminar, seja pelos mergulhos em águas cristalinas, pela beleza da paisagem ou pela tranquilidade difícil de encontrar noutros destinos. E talvez seja precisamente essa a maior surpresa deste verão: descobrir que alguns dos cenários mais paradisíacos do mundo estavam, afinal, bem aqui ao lado.

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