Acordou com dores nas costas, foi ao hospital e suspeitavam de pedras nos rins. Saiu de lá com um bebé nos braços - V+ TVI1224

Acordou com dores nas costas, foi ao hospital e suspeitavam de pedras nos rins. Saiu de lá com um bebé nos braços

  • Redação V+ TVI
  • 14 nov, 09:21

Esta mulher descobriu a gravidez no momento do parto.

Segundo o jornal The Washigton Post, Numa manhã aparentemente normal, Rebecca Johnson acordou com uma forte dor nas costas. Tentou ignorá-la, convencida de que seria apenas um desconforto passageiro. “Pensei que fosse do colchão antigo ou talvez uma ciática”, recorda a professora de educação especial de 37 anos, residente na Virgínia, nos Estados Unidos. “Tomei um Tylenol e fui trabalhar.

Ao chegar à escola Dupont Elementary, em Hopewell, a sul de Richmond, no dia 9 de setembro, a dor tornou-se insuportável. “Disse ao meu marido que parecia dor de parto, mas era impossível que fosse isso”, contou. Pouco tempo depois, já não conseguia andar, as costas latejavam e sentia uma vontade constante de urinar. Com base nos sintomas, pensou tratar-se de uma pedra nos rins, algo que nunca tinha experienciado.

O marido, Lee Johnson, levou-a rapidamente ao TriCities Hospital. No entanto, enquanto aguardavam por atendimento, a dor intensificava-se a cada minuto. “Dizia ao meu marido que isto doía mais do que qualquer parto que tivesse tido”, recorda Rebecca, mãe de duas meninas, de 9 e 1 ano.

As enfermeiras suspeitaram também de uma pedra nos rins e encaminharam-na para um quarto privado. De repente, a parte inferior do corpo de Rebecca ficou encharcada, o que ela pensou ser urina incontrolada. Pediu para ir à casa de banho e, ao sentar-se numa cadeira sanitária, sentiu algo a mover-se dentro de si. A enfermeira que a acompanhava ficou em choque e exclamou: “É uma cabeça!

Sem saber que estava grávida, Rebecca Johnson deu à luz uma bebé de termo completo. “Entrei em pânico total”, confessou. “O meu marido ficou branco como um lençol.” Em poucos minutos, foi colocada numa maca e, após três ou quatro puxos, a bebé nasceu. “Estava a gritar tanto que nem percebia o que se passava”, relembra.

O casal, casado desde 2011, ficou incrédulo. Durante anos, tinham lutado para engravidar, recorrendo a tratamentos de fertilidade que lhes permitiram dar as boas-vindas à primeira filha, Clara Snow, em 2016. “Depois disso, disseram-nos que não conseguiríamos ter mais filhos sem intervenção médica”, explica.

Oito anos depois, em agosto de 2024, Rebecca engravidou naturalmente da segunda filha, Cecilia Lyn, um acontecimento que o casal considerou “um acaso”. Por isso, quando, meses depois, surgiu uma nova gravidez, ninguém desconfiou de nada.

Em fevereiro de 2025, notou que o leite materno secou mais cedo do que o esperado, algo que poderia estar relacionado com uma nova gestação — mas também já lhe tinha acontecido antes. Fez dois testes de gravidez, ambos negativos. Em abril, começou a sentir dores na zona abdominal inferior e pensou tratar-se de um quisto nos ovários, uma vez que sofre de síndrome dos ovários poliquísticos (SOP). “Tirei um dia de descanso, tomei banhos quentes e melhorei”, contou.

Sem menstruação desde o nascimento da segunda filha — algo comum com a SOP —, Rebecca nunca suspeitou de gravidez. “Nunca me passou pela cabeça”, admitiu. O cansaço, o peso extra e as alterações hormonais pareciam-lhe normais para uma mãe trabalhadora com uma criança pequena.

Quando a bebé nasceu, o espanto foi geral. O TriCities Hospital não tem unidade de obstetrícia, e Rebecca foi transferida nessa noite para outro hospital. “Foram todos muito amáveis e carinhosos”, relatou. “Toda a equipa veio conhecer o bebé que nasceu do nada.

De acordo com a Cleveland Clinic, apenas 1 em cada 2500 gravidezes passa despercebida até ao parto, um fenómeno conhecido como “gravidez críptica”. No entanto, os profissionais do TriCities Hospital afirmam que situações semelhantes acontecem com mais frequência do que se imagina. “Vemos pelo menos um caso por ano”, disse Ashley Cundiff, diretora de enfermagem do hospital.

A enfermeira Brittney Dillard, diretora de enfermagem das urgências, descreveu o momento como um parto precipitado, isto é, rápido e inesperado. “Tudo aconteceu de forma tão repentina que todos ficámos em choque”, contou.

A bebé, Carlee Evangeline, nasceu com 3,4 kg e os médicos acreditam que Rebecca estava entre as 38 e 40 semanas de gestação. A história foi inicialmente divulgada pela CBS 6 News. “Ela nasceu perfeita”, disse a mãe emocionada. “Disseram-nos que não conseguiríamos ter filhos naturalmente. A segunda foi uma bênção, e esta foi um milagre absoluto.

Apesar do choque, a família recebeu enorme apoio. Vizinhos, amigos e familiares levaram roupa de bebé, fraldas e refeições para ajudar. “Temos tido muito apoio. É incrível, mas também uma loucura. É mesmo real”, afirmou.

Hoje, as três filhas estão felizes e saudáveis, e a pequena Carlee já demonstra uma personalidade forte: “É muito meiga e adora mimos, mas tem um olhar cheio de atitude”, brinca a mãe.

Rebecca acredita que a sua história pode inspirar outras famílias que enfrentam dificuldades de fertilidade. “Nem sempre é no nosso tempo. Às vezes, Deus intervém quando menos esperamos”, disse.

Embora o nascimento tenha sido inesperado, Rebecca sente que a família está agora completa. “Não mudaria nada. É com ela que tenho o privilégio de voltar para casa todos os dias

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