Após ter feito terapia de conversão sexual, Inês Herédia alerta para os riscos: «O perigo destas práticas é muito sério» - V+ TVI1224
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Após ter feito terapia de conversão sexual, Inês Herédia alerta para os riscos: «O perigo destas práticas é muito sério»

  • Carina Oliveira
  • 6 abr, 15:32

A atriz decidiu falar publicamente sobre o assunto, deixando um testemunho ao qual ninguém ficou indiferente

A atriz Inês Herédia recorreu às redes sociais para partilhar um testemunho pessoal marcante, revelando ter sido submetida a práticas de chamada “terapia de conversão sexual”. A declaração surge numa altura em que uma petição, com cerca de 17 mil assinaturas, que defende a descriminalização destas práticas, poderá vir a ser discutida no Parlamento português.

Num desabafo direto, a atriz explicou porque nunca tinha abordado o tema publicamente:
“Bom, nunca falei publicamente sobre isto porque não foi necessário e porque não tinha a distância necessária. Estou, no entanto, inteiramente disponível para testemunhar em primeira pessoa ao nosso Parlamento o que é ser alvo de uma prática destas.”

Inês Herédia foi mais longe e revelou que ainda guarda os materiais utilizados durante esse processo, mostrando-se disposta a expor a realidade vivida:
“Posso também levar os exercícios que a minha psicóloga me fazia, guardei as folhas todas. E convidamos estas 17.000 pessoas a fazerem cada um deles. Numa espécie de Hunger Games para ver quem chega ao fim de pé.”

A atriz deixou um alerta claro sobre os riscos associados a este tipo de práticas:
“O perigo destas práticas é MUITO sério e MUITO silencioso. A OMS pronunciou-se e a lei acompanhou. Não dá para voltar atrás nisto.”

As chamadas terapias de conversão — que procuram alterar a orientação sexual ou identidade de género de uma pessoa — são amplamente condenadas por entidades internacionais. A Organização Mundial da Saúde considera que estas práticas não têm base científica e podem causar danos psicológicos significativos, incluindo ansiedade, depressão e traumas duradouros.

Em Portugal, estas práticas são atualmente enquadradas como ilegais no âmbito da proteção dos direitos fundamentais, acompanhando a posição de várias organizações internacionais e associações de defesa dos direitos humanos, que alertam para os impactos negativos destas intervenções.

A intervenção de Inês Herédia surge, assim, num momento sensível de debate público, trazendo um testemunho na primeira pessoa que reforça os alertas sobre os riscos destas práticas. A artista manifesta-se disponível para contribuir ativamente para a discussão política, sublinhando a importância de não retroceder em matérias relacionadas com direitos, dignidade e saúde mental.

Recorde-se que Inês Herédia foi casada com Gabriela Sobral, com quem teve os gémeos Luís e Tomás, que fizeram sete anos em dezembro de 2025. Veja alguns dos melhores registos da atriz com os filhos, na galeria em cima.

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