Agora o Instagram pode ler as suas mensagens privadas. Eis o que deve saber - V+ TVI1224
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Agora o Instagram pode ler as suas mensagens privadas. Eis o que deve saber

  • Redação V+ TVI
  • 14 mai, 14:47

A medida terá entrado em vigor há cerca de uma semana

A Meta fez alterações significativas à política de privacidade do Instagram e deixou de disponibilizar a encriptação de ponta a ponta nas mensagens privadas da plataforma. A informação foi avançada pela revista People, que refere que a mudança entrou em vigor a 8 de maio e afeta utilizadores de todo o mundo.

Com esta decisão, o Instagram passa a ter acesso ao conteúdo das mensagens diretas trocadas pelos utilizadores, oferecendo apenas encriptação padrão. A tecnologia de encriptação de ponta a ponta — conhecida como E2EE — garantia que apenas o remetente e o destinatário conseguiam ler as mensagens, impedindo o acesso por terceiros, incluindo a própria empresa.

A mudança surge vários anos depois de a Meta ter apostado fortemente nesta funcionalidade. O Facebook Messenger introduziu conversas com E2EE em 2016 e, mais tarde, Mark Zuckerberg chegou mesmo a afirmar que “o futuro é privado”. Em 2021, a empresa começou a testar esta tecnologia no Instagram e, dois anos depois, permitiu oficialmente que os utilizadores ativassem essa opção nas mensagens privadas.

No entanto, segundo um porta-voz da Meta citado pela People, “muito poucas pessoas estavam a optar por utilizar mensagens encriptadas” no Instagram. A empresa garantiu ainda que, para já, não existem planos para voltar a disponibilizar esta funcionalidade na aplicação. Quem quiser continuar a usar mensagens com encriptação de ponta a ponta poderá fazê-lo através do WhatsApp, que continua a manter essa proteção ativa por defeito, tal como acontece no iMessage da Apple e no Google Messages.

A decisão tem gerado reações divididas. Algumas organizações ligadas à proteção infantil elogiaram a medida, defendendo que a encriptação total pode dificultar a deteção de crimes e abusos online. Já defensores da privacidade digital mostraram preocupação com a possibilidade de maior vigilância e exposição das comunicações privadas dos utilizadores.

Segundo a publicação, esta alteração surge também numa altura em que os Estados Unidos reforçam legislação relacionada com conteúdos íntimos partilhados sem consentimento e imagens manipuladas por inteligência artificial, conhecidas como “deepfakes”.

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