Bebia sangue para viver para sempre... o que aconteceu a seguir deixou todos em choque - V+ TVI1224
fonte: freepick

Bebia sangue para viver para sempre... o que aconteceu a seguir deixou todos em choque

  • Redação V+ TVI
  • 4 ago, 10:02

Esta história parece saída de um filme de terror.

Um homem de 48 anos foi internado numa unidade hospitalar especializada em saúde mental, em Inglaterra, depois de as autoridades concluírem uma investigação que revelou um padrão de comportamentos perturbadores. Benjamin Lewis, que acreditava que beber sangue lhe permitiria viver eternamente e transformar-se num vampiro, confessou ter roubado e abatido animais, deixando os seus cadáveres junto e até no interior de igrejas na região de New Forest, no sul do país.

De acordo com a BBC, durante vários meses, os episódios causaram grande inquietação entre os habitantes locais. Agricultores denunciaram o desaparecimento de cordeiros e outros animais, enquanto paroquianos encontravam restos de ovelhas e veados em locais de culto, levando muitos a associar os atos a rituais satânicos.

Investigação terminou com prova de ADN

Para identificar o responsável, a polícia de Hampshire intensificou a vigilância em várias igrejas, sobretudo em datas consideradas simbólicas no calendário satânico. O caso acabou por ser resolvido quando vestígios de ADN de Benjamin Lewis foram encontrados nos restos de um cordeiro, permitindo às autoridades ligá-lo diretamente aos crimes.

Confrontado com as provas, o homem admitiu os factos, confessando o roubo dos animais e os atos de assédio agravado por motivos religiosos.

Acreditava que o sangue lhe daria a imortalidade

De acordo com informações divulgadas pelo The Guardian, Benjamin Lewis vivia obcecado com o universo dos vampiros e dos cemitérios. Em tribunal, chegou mesmo a identificar-se como "Conde Drácula" quando lhe foi pedida a sua identidade.

Segundo explicou Jessica Surman, agente da Polícia de Hampshire responsável pela investigação, o homem estava convencido de que o consumo de sangue lhe permitiria prolongar a vida e evitar a morte.

Durante as buscas realizadas à sua habitação, os investigadores encontraram desenhos de vampiros, apontamentos sobre rituais e diversas referências à sucção de sangue, elementos que reforçaram a convicção de que as suas ações estavam ligadas a esta obsessão.

Comunidade viveu meses de medo

Os acontecimentos tiveram um forte impacto na população local. Algumas pessoas deixaram de frequentar as igrejas por receio, incluindo uma mulher que afirmou ter evitado visitar o túmulo do filho devido ao medo provocado pelos incidentes.

Também os agricultores relataram preocupação com a segurança das suas explorações e confessaram sentir receio de circular sozinhos durante a noite, lamentando ainda a forma como os animais foram roubados e mortos.

Internamento por problemas de saúde mental

Durante o processo judicial, um psiquiatra concluiu que Benjamin Lewis sofre de problemas complexos de saúde mental, alertando para o risco de o seu comportamento poder evoluir e colocar também pessoas em perigo.

O especialista recordou ainda que os sinais deste comportamento remontam à adolescência. Aos 13 anos, Lewis terá deixado uma rã morta sobre uma cruz numa igreja, num episódio que já revelava o seu fascínio por rituais macabros.

O juiz William Mousley KC determinou que o homem permaneça internado numa unidade hospitalar psiquiátrica até que as autoridades competentes considerem seguro o seu regresso à comunidade.

Já a partir do hospital, Benjamin Lewis apresentou um pedido de desculpas às vítimas e garantiu não guardar qualquer ressentimento em relação aos agentes que procederam à sua detenção.

Este não foi, contudo, o primeiro contacto com a Justiça. Em 2003, tinha sido condenado por intimidar um pároco e a respetiva família, alegando, na altura, que também era um vampiro.

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