Lisboa escondeu isto durante séculos. Obras do Metro revelam toda uma 'cidade' esquecida - V+ TVI1224
Foto: Luis Boza NurPhoto via Getty Images

Lisboa escondeu isto durante séculos. Obras do Metro revelam toda uma 'cidade' esquecida

  • Carina Oliveira
  • 21 mai, 09:48

Debaixo da terra, encontrou-se um autêntico tesouro arqueológico - que inclui um convento e até uma embarcação do século XV

Debaixo das movimentadas ruas de Lisboa, as obras de expansão da linha circular do Metro revelaram um autêntico tesouro arqueológico, e os achados são tão insólitos quanto fascinantes. Entre a futura Estação da Estrela e Santos, escavadoras encontraram um antigo convento literalmente cortado ao meio, cerâmicas defeituosas largadas por oleiros esquecidos e, mais perto do Tejo, uma embarcação do século XV que parece ter ressurgido do fundo do tempo.

Na zona do Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG), foram descobertas milhares de peças de cerâmica com defeitos. Suspeita-se que pertençam a uma antiga oficina de oleiros que, curiosamente, estaria localizada nas imediações da atual Assembleia da República. Um detalhe pitoresco que dá uma nova camada à já densa história lisboeta.

O maior espanto aconteceu junto à futura estação de Santos: um teto ricamente decorado, do século XVI, surgiu em plena escavação. Terá pertencido ao Convento da Esperança, demolido no final do século XIX. A obra de arte estava enterrada sob o antigo quartel de bombeiros da Avenida D. Carlos I e chegou intacta, como se tivesse aguardado em silêncio este reencontro com a cidade.

Por fim, numa antiga zona de areal do Tejo, no Cais do Sodré, surgiu uma nau (ou parte dela) datada dos séculos XV/XVI, canhões, balas e até uma doca seca. Um vislumbre raro da Lisboa portuária do tempo dos Descobrimentos, a confirmar como o subsolo da cidade esconde séculos de história por contar.

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