Gwendolyn Girard, de 35 anos, foi detida na Florida por suspeita de ter esfaqueado a própria filha, de 12 anos, e de a ter abandonado numa zona de mato enquanto ainda estava viva. A mulher encontra-se agora detida com uma fiança fixada em 750 mil dólares (cerca de 690 mil euros).
O caso ocorreu a 26 de maio, quando as autoridades do condado de Charlotte encontraram a menor com cortes profundos no rosto e no pescoço, segundo comunicado oficial do gabinete do xerife. A criança, visivelmente debilitada e a precisar de assistência médica urgente, ainda conseguiu relatar aos agentes que foi atacada pela mãe com uma faca e deixada intencionalmente sob vegetação densa, enquanto Girard fugia num veículo de cor dourada.
A viatura foi posteriormente localizada em North Fort Myers, no condado vizinho de Lee, e Gwendolyn Girard encontrava-se no local. Foi detida, interrogada e, segundo as autoridades, confessou o ataque. Indicou ainda onde estaria a faca usada no crime.
“Em 33 anos de carreira, poucas foram as ocasiões em que fiquei sem palavras. Esta é uma delas. Atacar uma criança com uma faca… não consigo compreender”, afirmou o xerife Bill Prummell.
A menina foi encaminhada para um hospital da região, onde recebeu tratamento para os ferimentos. Encontra-se agora em condição estável, mas as autoridades alertam para o impacto psicológico que o ataque poderá ter a longo prazo. “É apenas pela graça de Deus que ela está viva. Rezo por ela enquanto recupera deste incidente horrível. Infelizmente, o trauma mental poderá nunca sarar”, lamentou Prummell.
Gwendolyn Girard continua detida num estabelecimento prisional local, a aguardar transferência para a cadeia do condado de Charlotte. O processo de investigação permanece em curso.