A morte de María Caamaño, conhecida em Espanha como a “princesa do futebol”, está a comover o país e milhares de pessoas em todo o mundo. A jovem morreu esta quinta-feira, aos 13 anos, após uma longa batalha contra um sarcoma de Ewing, um tipo raro e agressivo de cancro. A sua história de coragem, esperança e amor à vida transformou-a num símbolo de luta contra o cancro infantil.
María foi diagnosticada com a doença aos 7 anos e passou praticamente metade da sua curta vida em tratamentos. Apesar das dificuldades impostas pela doença, nunca deixou de demonstrar força e determinação, tornando-se uma figura muito querida na sua comunidade e também nas redes sociais. A forma como encarou a doença inspirou milhares de pessoas, convertendo a sua experiência numa mensagem de esperança para outras crianças e famílias que enfrentam o mesmo drama.
A notícia da sua morte foi confirmada pela família através das redes sociais, numa mensagem profundamente emotiva, onde destacaram a coragem da menina até ao fim: “Depois de se ter divertido a ver a sua equipa jogar, o estado de saúde de María agravou-se consideravelmente, e ela lutou bravamente até ao último segundo para sobreviver. Mas estas coisas estão fora do nosso controlo. Esta manhã, María descansa agora em paz.”
Em Espanha, María era conhecida como “princesa futbolera guerrera”, um nome que refletia na perfeição a sua paixão pelo futebol e o espírito combativo com que enfrentava a doença. O desporto-rei ocupava um lugar especial no seu coração e proporcionou-lhe alguns dos momentos mais felizes da sua vida. Entre eles, destacou-se o dia em que segurou nas mãos a taça do Campeonato do Mundo conquistada pela seleção espanhola, uma memória inesquecível para a jovem.
María teve ainda a oportunidade de viver outros momentos marcantes, como uma visita ao Vaticano e uma audiência privada com Papa Francisco, encontros que ficaram registados como experiências únicas no seu percurso de vida.
Na mesma publicação, a família agradeceu todo o apoio recebido ao longo dos anos de luta e deixou palavras sentidas para todos os que acompanharam María nesta caminhada difícil: “Como pais e irmã da María, queremos agradecer a todos os que a apoiaram em cada passo do caminho, dia após dia, ao longo desta longa provação, e a todas as equipas médicas com quem trabalhámos durante estes 2.392 dias. Só podemos pedir-lhes que continuem a rezar por ela e por nós, para que possamos continuar a senti-la tão perto como vos sentimos.”
A mensagem termina com um pedido especial e uma frase que ficou associada à jovem: “E como a María sempre nos disse: ‘Continuem a sorrir’, e agora ainda mais por ela. Sem investigação não há vida. Continuaremos a angariar fundos para ela.”
A partida de María Caamaño deixa um enorme vazio, mas também um legado de coragem, amor e resiliência. A sua história ultrapassou fronteiras e continuará a inspirar todos aqueles que a conheceram ou que acompanharam a sua luta. Aos 13 anos, deixou uma marca profunda e inesquecível em milhares de vidas.