A realeza da Noruega enfrenta um dos maiores escândalos da sua história recente. Marius Borg Høiby, filho mais velho da princesa Mette-Marit, foi detido pela quarta vez a poucos dias do início do julgamento que pode mudar para sempre a imagem da família real. O caso envolve acusações extremamente graves e está a chocar o país.
O jovem vai começar a ser julgado por 38 crimes, entre os quais quatro acusações de violação, violência doméstica contra uma ex-namorada e a filmagem ilegal de várias mulheres sem consentimento. A nova detenção ocorreu após suspeitas de agressão, ameaças com faca e violação de uma ordem de restrição, levando a polícia de Oslo a pedir a sua prisão preventiva por quatro semanas.
A sucessão de detenções desde o verão de 2024 agravou a pressão mediática e judicial. Se for condenado, Marius Borg Høiby pode enfrentar uma pena até dez anos de prisão. A justiça norueguesa teme a repetição de crimes e o tribunal aceitou manter o arguido detido enquanto decorre o processo, num cenário sem precedentes para alguém ligado à casa real.
O impacto do escândalo ultrapassa o tribunal. A reputação da família real norueguesa, até agora vista como uma das mais respeitadas e populares da Europa, está seriamente abalada. A princesa Mette-Marit já fez saber que não acompanhará o filho em tribunal, numa decisão que sublinha a gravidade do caso e a rutura pública entre o dever institucional e o drama familiar.